Marques Mendes pisca o olho a PSD e CDS sobre coligação: “Indo separados, faziam um favor a António Costa”

Nas notas da semana de Marques Mendes no seu habitual comentário na SIC, o comentador fez um balanço sobre a semana eleitoral.

O comentador da SIC fez um balanço da semana eleitoral e começou o seu habitual comentário de domingo com três conclusões:

“O PS está focado na maioria absoluta, existem dois partidos empenhados em travar a maioria absoluta e outros dois, da oposição, que resistem e tentam recuperar”, anunciou esta noite na Sic.

Começando pelo PS, Marques Mendes afirma que o “objetivo é claro”: maioria absoluta. “Não o diz, mas pensa”, remata. ”

“Formalmente António Costa não a pede. Na prática, todos percebem que é esse o objectivo. E tem um grande aliado: a economia. As pessoas estão globalmente satisfeitas com o estado da nossa economia. Ainda esta semana o INE deixou claro que a confiança dos consumidores está em alta. As más notícias económicas só chegarão depois das eleições, em 2020”, vincou.

Seguiu-se para os dois principais partidos que estão a tentar travar uma maioria absoluta: PCP e Bloco.

“O PCP foi feliz com a “Festa do Avante!”. É a sua grande mobilização anual e a sua grande oportunidade de passar mensagens. O PCP é um partido de massas e não de debates”, criticou o comentador do PSD.

Sobre o partido liderado por Catarina Martins, o comentador não hesitou ao afirmar que BE “teve uma semana infeliz”.

“O pior momento foi o debate de anteontem entre Costa e Catarina. Costa ganhou e Catarina perdeu. Costa ganhou porque conseguiu colar ao Bloco a imagem de partido irrealista e irresponsável. Catarina perdeu porque, além dessa falha, teve uma outra, ainda maior. Este era o debate em que a líder do BE devia ter atacado o PM, aprofundando até à exaustão os malefícios de uma maioria absoluta. Não o fez. Tocou no assunto lateralmente e não como um tema central do debate. Perdeu a oportunidade e perdeu o debate”, rematou.

Sobre os partidos da oposição que resistem a tendência de uma maioria absoluta, Marques Mendes considera que PS e o CDS estiveram bem. “Acho que ficam duas sensações no ar. Não estão a jogar para ganhar, mas sim para ganhar às sondagens”, reflete.

Marques Mendes aproveitou para piscar o olho à possibilidade de uma coligação entre os dois partidos, afirmando que “se fossem juntos às eleições provavelmente as coisas seriam diferentes”.

“O tempo provavelmente se encarregará de provar esta conclusão: se fossem juntos às eleições, seguramente impediriam uma maioria absoluta do PS. Indo separados, faziam um favor a António Costa”, sublinhou.

Relacionadas

“Um Brexit sem acordo pode significar perdas de 2,3 mil milhões de euros para Portugal”

O comentador do PSD considera que Boris Johnson criou um “série de trapalhadas” que podem prejudicar fortemente os países do bloco europeu. Marques Mendes salienta que o setor têxtil português será o principal afetado pelo “hard Brexit”.
Recomendadas

“Lisboa estava em sentada em tanto dinheiro de impostos que nem sabia o que lhe fazer”, realça candidato da IL a Lisboa

Na última edição do programa “Primeira Pessoa, da plataforma multimédia JE TV, Bruno Horta Soares considera que é importante estancar o aumento de trabalhadores na Câmara Municipal de Lisboa e diminuir os “10 a 12 milhões em avenças e os 13 milhões em horas extraordinárias”.

Portugal concede terceira moratória a Cabo Verde para o pagamento da dívida

O anúncio foi feito esta pelo Governo que aprovou uma nova suspensão do pagamento do serviço da dívida por parte da República de Cabo Verde, relativa aos empréstimos diretos concedidos.

Bloco de Esquerda pede “força suficiente” em Almada para um “acordo à esquerda”

Catarina Martins – acompanhada pela recandidata e vereadora à Câmara de Almada, Joana Mortágua – desembarcou nesta estação de metro, vinda do centro da cidade, onde fixou, em declarações aos jornalistas, metas do partido para uma das disputas eleitorais autárquicas mais mediáticas.
Comentários