Másmovil escolhe três gestores espanhóis “para nova etapa” da Nowo/Oni

A próxima etapa da Nowo/Oni passa pela criação de uma operadora de banda larga fixa e convergente “com presença em todo o território português e com a melhor experiência do cliente”, segundo a empresa.

Presidente do Conselho de Administração da Nowo/ Oni, Miguel Venância, e o CEO do Grupo MásMóvil, Meinrad Spenger | Foto cedida

Depois de adquirir a Nowo e Oni, o grupo espanhol Másmovil promoveu alterações na equipa de gestão da operadora de telecomunicações portuguesa, foi anunciado esta sexta-feira, 8 de novembro. Assim, Arturo Dopico foi nomeado presidente executivo da Nowo/Oni, Pablo Iglesias assumiu o cargo de administrador financeiro e Paco Rodeiro foi escolhido para diretor do planeamento estratégico, controlo e desenvolvimento de negócio.

Os três novos gestores da Nowo/Oni vêm de Espanha, onde são rostos conhecidos no sector das telecomunicações do país, sobretudo por terem feito parte do sucesso da operadora R Galicia (holding da Másmovil), cuja operação gerou mais de mil milhões de euros. Em comunicado, o grupo espanhol diz que a nomeação de Dopico, Iglesias e Rodeiro “é de vital importância para a nova etapa que se inicia na Nowo/ Oni”.

Com a chegada de Arturo Dopico para assumir a presidência da Nowo/Oni, Miguel Venâncio –  até agora CEO da Nowo/Oni – passa para presidente do conselho de administração da operadora portuguesa.

Para além destas movimentações, Carlos Conti, sócio geral da GAEA-Inveready, foi nomeado como novo membro do Conselho de Administração da Nowo/Oni.

Esta movimentação interna da Másmovil no seio da Nowo/Oni reflete a estratégia que o grupo espanhol quer implementar na operadora portuguesa, cuja quota de mercado em Portugal ronda os 10%. “A empresa inicia uma nova etapa com equipa bem-sucedida com o objetivo de criar uma operadora convergente com presença em todo o território português e com os clientes mais satisfeitos”, lê-se no mesmo comunicado.

A próxima etapa da Nowo/Oni passa pela criação de uma operadora de banda larga fixa e convergente “com presença em todo o território português e com a melhor experiência do cliente”.

A Másmovil passou a controlar a Nowo/Oni (unidas numa só operação desde novembro de 2018) em agosto deste ano, depois de receber autorização da Autoridade da Concorrência (AdC). A operação foi possível depois do grupo de telecomunicações espanhol ter adquirido a Cabonitel (grupo que detinha a Nowo e a Oni).

“A operação de concentração projetada consiste na aquisição de controlo conjunto pela Másmovil Ibercom, S.A. e GAE Inversión, S.C.R da Cabonitel, S.A. e, indirectamente, das filiais directa ou indirectamente detidas por esta, nomeadamente a Nowo Communications, S.A. e a Onitelecom – Infocomunicações, S.A.,  à Cabolink, S.à rl”, declarou a AdC.

Para que a operação fosse bem-sucedida, a Másmovil criou a GAEA, que é detida pela Inveready (holding do grupo Másmovil). Por sua vez, apesar de pertencer ao grupo espanhol, a Nowo/Oni é participada da GAEA e gerida pela Inveready. A Inveready é um acionista histórico do grupo Másmovil.

A Nowo e a Oni tem na sua génese a Cabonitel. A Cabonitel, detém 100% do capital da portuguesa Nowo, que por sua vez, detém o total de capital da Oni (comprada aos franceses APAX, que tinham comprado em 2015 à Altice os ativos, pelos fundos KKR em 2018). Por sua a vez, a Cabolink, refira-se, é detida por fundos geridos pela KKR.

Ler mais
Recomendadas

PremiumCEO da Transavia: “Portugal é o nosso primeiro mercado”

Nathalie Stubler diz que as medidas tomadas no nosso país facilitaram a reabertura das operações.

Ministro britânico afirma que Huawei deverá reunir condições para desenvolvimento do 5G

“Tenho certeza de que o Conselho de Segurança Nacional analisará essas mesmas condições e tomará a decisão certa, para garantir que temos uma infraestrutura de telecomunicações muito forte, mas também segura”, disse este domingo Matt Hancock.

Empresas portuguesas podem pagar menos impostos em Angola

O governo angolano considera que o objetivo fundamental das alterações fiscais é “tornar ou desonerar a carga fiscal nos rendimentos mais baixos, conservar ou manter a carga fiscal dos rendimentos de escalões intermédios e introduzir progressividade nos rendimentos mais altos”.
Comentários