Mercadona vai investir mais 150 milhões de euros em Portugal em 2021

A previsão para 2021 é de abrir mais nove lojas no nosso país. Com a finalidade de dar continuidade ao seu projeto de expansão em Portugal, a empresa recrutará 500 pessoas, sempre com contrato sem termo desde o primeiro dia.

A Mercadona faturou 186 milhões de euros em Portugal em 2020, primeiro ano de atividade completa da cadeia espanhola de distribuição no nosso país.

Em 2019, primeiro ano (não integral) da operação da Mercadona no nosso país, o volume de negócios da Mercadona havia atingido um montante de 32 milhões de euros.

Com a abertura de mais dez supermercados em Portugal em 2020, superando um total de 20 lojas no nosso país, a Mercadona assegura ter pago no ano passado 32 milhões de euros de impostos, através da empresa participada Irmãdona Supermercados, sediada em Vila Nova de Gaia, onde se situam os novos escritórios do grupo em Portugal, inaugurados em junho de 2020.

Durante o ano passado, a Mercadona criou 800 empregos em Portugal, “todos sem termo”, finalizando o ano com uma equipa de 1.700 colaboradores em Portugal – cerca de 95 mil a nível global – após um investimento de 113 milhões de euros no mercado nacional.

“A previsão para 2021 é de abrir mais nove lojas no país. Com a finalidade de dar continuidade ao seu projeto de expansão em Portugal, a empresa investirá 150 milhões de euros e recrutará 500 pessoas, sempre com contrato sem termo desde o primeiro dia”, assegura um comunicado da Mercadona, na sequência da conferência de apresentação de resultados anuais, que teve lugar, hoje, dia 20 de abril.

O mesmo documento adianta que “a Mercadona vai continuar a impulsionar o seu plano de transformação 2018-2023 e, para isso, tem previsto investir 1.500 milhões de euros em 2021 (150 milhões de euros em Portugal), que destinará, principalmente, à abertura de 97 novos supermercados, 88 em Espanha e nove em Portugal; à remodelação de 88 supermercados para os adequar ao novo modelo de loja eficiente (‘Loja 8’); e à implantação da nova secção de pronto a comer em outros 200 supermercados”.

“Além disso, continuará a otimizar a sua rede logística, com a remodelação e inauguração de novos blocos logísticos, e destinará importantes recursos à transformação digital, outro dos desafios da empresa, assim como a reforçar o modelo ‘online’. Para tudo isso, a empresa criará mais de 1.600 postos de trabalho estável e de qualidade em 2021, entre Espanha e Portugal (500 em Portugal)”, garante o referido comunicado.

Juan Roig, presidente da Mercadona, afirmou nesta conferência de apresentação de resultados anuais que “2020 foi um ano duro, raro e difícil, que nos permitiu reafirmar que a verdadeira força da transformação da empresa são as pessoas que formam este projeto”.

“Todos fomos capazes, apesar dos momentos de incerteza, de vencer os nossos medos, tomar decisões corajosas e trabalhar em equipa para abrir os mais de 1.600 supermercados da empresa todos os dias. É nos momentos excecionais que surgem as pessoas excecionais; o esforço pessoal e a capacidade de superação das 95 mil pessoas que formam a nossa equipa, dos três mil fornecedores e dos seus colaboradores são uma referência e um exemplo para a sociedade”.

O presidente da Mercadona sublinhou que “2021 e 2022 vão ser anos muito difíceis e, embora existam muitas incertezas, existe mais vontade de continuar a superá-las”.

“Por isso, o nosso compromisso, do qual me sinto orgulhoso, é continuar a dar o melhor de cada um de nós sem esperar que ninguém nos peça nada, convencido de que se os 95 mil remarmos como sabemos, alcançaremos aquilo a que nos propusermos. Porque, além do talento da equipa extraordinária que formamos e dos importantes avanços que estamos a fazer na digitalização, uma empresa precisa de uma liderança capaz de realizar todas as mudanças necessárias, se não, desaparecerá. Mudanças que passam por fazer o que for preciso para garantir uma qualidade efetiva a um preço imbatível e continuar a avançar na promoção de um ecossistema de valores e ações centrados em beneficiar as pessoas, a sociedade e o planeta”, assumiu Juan Roig.

Recorde-se que a Mercadona, empresa de supermercados físicos e de venda ‘online’, aumentou em 2020 as suas vendas consolidadas em superfície constante em 5,5 %, até aos 26.932 milhões de euros.

Além disso, a empresa obteve um lucro líquido de 727 milhões de euros, mais 17% do que no exercício precedente, após ter partilhado com a equipa 409 milhões de euros a título de prémios por objetivos, e 364 milhões de euros, mais 29%, com a sociedade a título de impostos.

“Estes resultados são um claro indicador da determinação com que a Mercadona está a levar a cabo a brutal transformação em que se encontra imersa para impulsionar um modelo de empresa mais digital, produtivo e sustentável”, conclui o comunicado do grupo espanhol de distribuição.

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