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Mercados asiáticos caem após Trump anunciar aumentos de tarifas

Foram os primeiros a reagir ao anúncio da Casa Branca. Queda aconteceu mesmo depois de vários dias em que os Investidores anteciparam em baixa as novas tarifas às exportações para os Estados Unidos.
3 Abril 2025, 08h39

Os mercados asiáticos e os futuros dos Estados Unidos ‘amanheceram’ em queda esta quinta-feira, após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relativo aos aumentos das tarifas sobre importações de produtos de diversos países. O índice Nikkei 225 de Tóquio caiu mais de 3,4%, embora tenha recuperado ligeiramente em seguida. O Kospi, índice de referência da Coreia do Sul, caiu 1,9%, para 2.459,30 pontos, após a abertura – num contexto em que o Japão foi atingido por uma tarifa “recíproca” de 24%, e a Coreia do Sul de 25%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 registrou queda de 1,8%, indo para 7.793,10 pontos. Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500 caíram 3%, enquanto o Dow Jones Industrial Average perdeu 2%, o que indicava uma possível perda nos mercados quando as negociações reabrirem esta quinta-feira, refere a agência AP.

Esses movimentos refletem a crescente instabilidade nos mercados financeiros globais, gerada pela incerteza sobre a guerra comercial iniciada por Trump. O presidente dos EUA defende que as tarifas têm como objetivo tornar o sistema global mais justo e fazer renascer empregos industriais aos Estados Unidos. No entanto, essas tarifas podem prejudicar o crescimento económico tanto nos Estados Unidos como na generalidade das economias globais, além de, possivelmente, agravar a inflação.

Após o fechamento do mercado dos EUA na quarta-feira, Trump anunciou um imposto básico de 10% sobre as importações de todos os países, além de aumentar as tarifas sobre dezenas de nações que já possuem as tarifas mais altas do mundo. Durante o seu discurso na Casa Branca, Trump mostrou um gráfico detalhando que como os Estados Unidos passam a cobrar 34% sobre as importações da China, 20% sobre as da União Europeia e 32% sobre as de Taiwan. Trump já havia anunciado tarifas de 25% sobre as importações de automóveis, além de taxas contra a China, o Canadá e o México, e aumentos nas tarifas sobre o aço e o alumínio oriundo da União Europeia.

O presidente norte-americano impôs tarifas sobre países que importam petróleo da Venezuela e anunciou planos para aplicar impostos de importação sobre medicamentos, madeira, cobre e chips de computador.

Os mercados imobiliários já tinham antecipado as medidas – dado que Trrump não esconde desde a campanha eleitoral que estas seriam medidas centrais da sua administração. Os mercados têm vindo a fechar no vermelho em várias seções desde que o tema entrou na agenda política, mas, mesmo assim, não conseguiram manter a atração dos investidores nas imediatamente a seguir ao anúncio propriamente dito. Nestas semanas de incerteza, Wall Street foi uma das praças mais afetadas pelas quedas dos índices.

Em relação aos mercados de commodities, o petróleo de referência dos Estados Unidos caiu 2,08 dólares, sendo negociado a 69,63 dólares por barril, enquanto o petróleo Brent, o padrão internacional, perdeu 2,06 dólares, com o preço a parquear nos 72,89 por barril. O dólar também se desvalorizou, caindo de 149,28 para 148,07 ienes, enquanto o euro subiu ligeiramente, passando de 1,0855 para 1,0897 dólares.

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