Metro de Lisboa adjudica obra da ligação Rato a Santos à Zagope por 48,6 milhões de euros

A adjudicação ocorre depois da empresa ter recebido para a empreitada entre a estação do Rato e a de Santos quatro propostas. A empreitada como prazo de execução 960 dias, “contados a partir da consignação, que só pode ocorrer após obtenção do visto prévio do Tribunal de Contas”.

Rafael Marchante/Reuters

O Metropolitano de Lisboa adjudicou a empreitada do primeiro lote da ligação da estação do Rato à de Santos à empresa Zagope – Construção e Engenharia, S.A., por 48.624.000 euros, ao qual acresce a taxa de IVA, anunciou a empresa em comunicado, divulgado este domingo.

A adjudicação ocorre depois da empresa ter recebido para a empreitada entre a estação do Rato e a de Santos quatro propostas: da Mota Engil, SA / Spie Batignolles International, sucursal em Portugal, num valor de 49,6 milhões euros; da Casais, Engenharia e Construção, SA / Acciona Construcion, SA (47,6 milhões de euros); da Zagope, Construção e Engenharia, SA (48,6 milhões de euros); e da Teixeira Duarte, Engenharia e Construções, SA / Alves Ribeiro, SA / HCI — Construções, SA / Tecnovia, Sociedade de Empreitadas, SA, (77 milhões de euros).

“O Metropolitano de Lisboa, na sequência do concurso limitado por prévia qualificação para a “Empreitada de Projeto e Construção dos Toscos no âmbito da concretização do Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa – Prolongamento das Linhas Amarela e Verde (Rato – Cais do Sodré)” aprovou, no dia 09 de abril, a decisão de adjudicação para a celebração do contrato referente ao Lote 1: Execução dos toscos entre o término da Estação Rato e a Estação Santos”, explicou a empresa em comunicado.

A administração do metro de Lisboa informa que “a assinatura do contrato ocorrerá decorridos os prazos legais e a tramitação subsequente, nos termos do regime fixado no Código dos Contratos Públicos”, tendo a empreitada como prazo de execução 960 dias, “contados a partir da consignação, que só pode ocorrer após obtenção do visto prévio do Tribunal de Contas”.

“O plano de expansão do Metropolitano de Lisboa tem como objetivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade de Lisboa, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, refere a empresa.

Para o Lote 2, foram apresentadas duas propostas em janeiro, com valores superiores ao preço base definido no processo de concurso, o que segundo os regulamentos levará à exclusão das mesmas.

O concurso é inserido no plano de expansão da rede com o prolongamento das linhas Amarela e Verde Rato/Cais do Sodré. Em fevereiro, o Parlamento aprovou a suspensão por um ano do início da construção desta linha de forma a realizar um estudo, no entanto, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que não se justifica um recurso ao Tribunal Constitucional por causa da linha circular, argumentando que o parlamento apenas formulou uma recomendação, sem suspender qualquer decisão administrativa.

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