Microsoft testou semana de trabalho de quatro dias. Produtividade disparou 40%

As pausas no trabalho desceram, o consumo de eletricidade e a impressão de páginas também caíram, e aumentou a produtividade e felicidade destes trabalhadores.

Clemens Bilan/Reuters

A Microsoft testou uma semana de quatro dias de trabalho nos seus escritórios no Japão. Resultado: a felicidade dos trabalhadores aumentou, mas também a sua produtividade.

O programa envolveu 2.300 trabalhadores que tiveram as sextas-feiras de folga. O Work-Life Challenge Summer 2019 decorreu durante o mês de agosto, avança o The Guardian.

As semanas de quatro dias levaram a reuniões mais eficientes, trabalhadores mais felizes, com a produtividade a disparar 40%, concluiu a empresa.

Além das semanas mais curtas, os trabalhadores também receberam 920 doláres (827 euros) de subsídio de férias.

A par do aumento da produtividade, os trabalhadores reduziram as pausas em 25%, e o consumo de eletricidade caiu 23% nos escritórios. Já a impressão de páginas caiu 59%.

Os trabalhadores não têm dúvidas: 92% disseram gostar da semana mais curta. Durante o programa, o salário dos trabalhadores não sofreu qualquer redução.

“Trabalhem durante pouco tempo, descansem bem e aprendam muito. Quero que os trabalhadores pensem e experienciem sobre como podem alcançar os mesmos resultados trabalhando menos 20% do tempo”, disse o presidente da Microsoft Japão, Takuya Hirano.

Outros testes têm sido realizados noutros países. Em 2018, o fundo Perpetual Guardian da Nova Zelândia aplicou a semana de trabalho de quatro dias durante dois meses para os seus 240 trabalhadores, que declarararam que conseguiram um melhor equilibrio entre o trabalho e a sua vida pessoal.

Um estudo realizado pela consultora de recursos humanos Robert Half junto de 1.500 profissionais apurou que 66% dos inquiridos disseram que queriam trabalhar menos de cinco dias por semana.

Outro estudo, da Harvard Business Review, concluiu que semanas mais curtas de trabalho, com seis horas diárias, aumentam a produtividade.

Um inquérito do Workforce Institute pela Kronos realizado junto de 3.000 trabalhadores apurou que mais de metade de trabalhadores a tempo inteiro concluíram que conseguiam realizar o seu trabalho em cinco horas por dia.

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