Na apresentação de contas anuais, o CEO do BCP foi questionado sobre o facto de ter uma equipa a estudar o Novobanco. Na resposta manteve a declaração anterior de que estão no caminho do crescimento orgânico. Dito isto, admitiu que “é nossa obrigação analisar todas as operações que vêm para o mercado. Analisamos por isso todas as operações que vão para o mercado que podem criar valor para os nossos acionistas”.
Sobre o facto de o Novobanco avançar para a bolsa, tal como anunciou o CEO do banco, Mark Bourke, Miguel Maya disse que “é melhor estar acompanhado do que sozinho na bolsa”, pois o BCP é o único banco no PSI.
Já sobre o valor dos cinco mil milhões de euros atribuído ao Novobanco, o CEO do BCP ironizou dizendo que fica contente porque, sendo assim, “quanto valerá o BCP?”.
Sobre os alertas de risco sistémico deixados pelo Governador do Banco de Portugal, quando disse que uma compra do Novobanco pela Caixa Geral de Depósitos pode trazer consequências sistémicas para o sistema financeiro, Miguel Maya disse que confia nos conhecimentos do Governador para dizer isso.
Já Nuno Amado (Chairman) sublinhou a importância de “haver bancos portugueses” em Portugal.
A administração liderada por Nuno Amado e Miguel Maya (CEO) acaba o mandato no fim deste ano. Questionado sobre a continuidade, nomeadamente porque o banco tem um plano estratégico para um horizonte de 2025 a 2028, Nuno Amado disse que “vai haver continuidade”.
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