Milionários britânicos “abrem champanhe” com vitória de Boris Johnson

“Os conservadores de Boris Johnson não venceram apenas, eles atacaram o trabalho de Corbyn no Reino Unido, incluindo nos bastiões trabalhistas muito afastados do centro de Londres”, escreve a Bloomberg.

Quando chegou a notícia de que o Partido Conservador conquistou a maioria dos assentos parlamentares no Palácio de Westminster, na sexta-feira, os milionários britânicos “abriram champanhe em Mayfair”, o bairro da classe alta de Londres, pela vitória de Boris Johnson, mas também pela derrota de Jeremy Corbyn, segundo a “Bloomberg”.

“Os conservadores de Boris Johnson venceram apenas, eles atacaram o trabalho de Corbyn no Reino Unido, incluindo nos bastiões trabalhistas muito afastados do centro de Londres”, escreve a agência de informação financeira e económica.

Luxuosos e sofisticados restaurantes de Londres foram reservados por empresários da classe alte celebrar mais do que a vitória de Johnson, a derrota de Corbyn. O histórico financiador do Partido Conservador Michael Spencer, citado pela Bloomberg, foi um dos milionários de Londres que reservou espaços distintos para festejar a derrota de Corbyn.

O resultado foi um “esmagador repúdio nacional às perigosas políticas neo-marxistas” do Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn, segundo Spencer.

Com a vitória de Boris Johnson, as reivindicações de Corbyn caíram por terra. O ainda líder trabalhista atacou duramente os chamados ultra-ricos durante a sua campanha e, ainda, pressionou pela nacionalização de serviços públicos, aumento de impostos para os mais ricos e um novo referendo sobre o Brexit.

De acordo com a Bloomberg, um sentimento em que se assinala mais a derrota de um candidato do que a vitória de outro “é raro nos circulos financeiros”. “Muitos defenderam que uma vitória de Corbyn causaria mais problemas à economia do que um Brexit sem acordo”, aponta.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram na quinta-feira nas eleições legislativas antecipadas no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da UE. O resultado eleitoral determinou a continuidade de Boris Johnson, líder dos conservadores, como primeiro-ministro britânico.

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