Ministério Público e TIC dão ‘luz verde’ à venda da Herdade da Comporta à Vanguard/Amorim

Realiza-se amanhã a Assembleia de Participantes do Fundo da Herdade da Comporta que vai votar a alienação dos ativos turísticos ao consórcio Vanguard/Amorim. Caso seja aprovada, a Assembleia vai ainda votar a liquidação antecipada do Fundo.

O Tribunal Central de Instrução Criminal deu um parecer favorável à decisão do Ministério Público (MP) que viabilizou a Gesfimo a propor a venda dos ativos do Fundo da Herdade da Comporta à Assembleia de Participantes, apurou o Jornal Económico junto de fontes próximas do processo. A assembleia realiza-se esta terça-feira, 27 de novembro, às 10h30, no Hotel Sana Lisboa, na Avenida Fontes Pereira de Melo.

A Gesfimo é a sociedade gestora do Fundo.

Segundo apurou o Jornal Económico, o MP concluiu que não havia qualquer motivo para se opor à alienação dos ativos imobiliários do Fundo da Herdade da Comporta ao consórcio composto pela Vanguard Properties e a Amorim Luxury, considerando terem sido verificados, neste processo, os requisitos de isenção e de transparência nos actos concludentes ao contrato-promessa de compra e venda, assinado a 23 de outubro deste ano.

O Ministério Público deu um parecer favorável à alienação dos ativos do Fundo da Herdade da Comporta e o Tribunal Central de Instrução Criminal pronunciou um despacho favorável ao parecer do MP.

O MP tinha de se pronunciar neste processo porque a Rioforte, acionista maioritário do Fundo da Herdade da Comporta, com cerca de 59% das unidades de participação, está em arresto judicial desde 2015, depois da queda do Grupo Espírito Santo.

Na Assembleia de Participantes, estarão dois pontos em agenda. A votação sobre a venda dos ativos ao consórcio Vanguard/Amorim e, no caso de este ser confirmado – tudo indica que a Rioforte e o Novo Banco votem em sentido favorável – a Gesfimo também vai proceder à votação sobre a liquidação do Fundo da Herdade da Comporta.

O consórcio Vanguard/Amorim vai pagar cerca de 158 milhões de euros pelos dois ativos – a ADT2 (área de desenvolvimento turístico, também conhecido como Comporta Links) e o NDTC (núcleo de desenvolvimento turístico do Carvalhal, também conhecido como Comporta Dunes e anteriormente denominado como ADT3).

 

Ler mais
Relacionadas

Vanguard espera arrancar com o projeto turístico da Comporta no 2º trimestre de 2019

Na sua página do Linkedin, José Cardoso Botelho já reagiu às notícias da Oakvest/Portugália de possível impugnação da anterior assembleia de participantes.

PremiumOakvest admite impugnar venda da Comporta

Rogério Alves, advogado da Oakvest, diz ao JE que o que a assembleia [de 27 de julho] fez foi revogar a escolha da Gesfimo e que “essa deliberação é nula”.

PremiumRioforte vai aprovar a venda da Comporta por 158 milhões de euros

Consórcio Vanguard/Amorim oferece 158 milhões de euros pela Comporta, revelou fonte ligada ao processo ao Jornal Económico. A proposta, que vai ser discutida em assembleia-geral, terá o aval da Rioforte e do Novo Banco.

Comporta vai ser vendida por 158 milhões ao consórcio de Paula Amorim

Venda da Comporta ao consórcio composto pela Vanguard Properties e pela Amorim Luxury tem o valor de 158 milhões e sai ser votado em assembleia geral dia 27 de novembro, revelou fonte ligada ao processo ao Jornal Económico. Leia mais na edição de amanhã.
Recomendadas

CGD, Santander Totta, BPI e BCP fecham 2018 com menos 1.071 trabalhadores e 254 balcões

Os quatro bancos que já apresentaram contas e dados relativos a 2018 passaram de 27.221 trabalhadores em 2017 para 26.150 em 2018.

Bancos que apresentaram contas de 2018 aumentaram lucros em mais de 1.100 milhões

Os bancos em causa são a Caixa Geral de Depósitos (CGD), o Santander Totta, o BPI e o BCP. De fora destas contas ficam o Banco Montepio e o Novo Banco, que ainda não apresentaram contas relativas ao ano passado.

Maiores bancos desfizeram-se de pelo menos 5.719 milhões em crédito malparado em 2018

Os bancos alienam carteiras de crédito malparado para melhorarem os seus balanços e também cumprirem as exigências de reguladores e supervisores bancários, que consideram que estes ativos ‘tóxicos’ são a principal fragilidade do sistema bancário português.
Comentários