A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse em comunicado que declarou o seu firme apoio à candidatura da Estrela para integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO, considerando que esta candidatura é um “instrumento estratégico para a valorização dos recursos endógenos, a preservação do património natural e cultural, e a promoção de um modelo de desenvolvimento territorial sustentável, resiliente e inclusivo”.
“A Serra da Estrela é um território de excecional valor natural, cultural e social, reconhecido pela diversidade ecológica e paisagística, pela presença de habitats e espécies endémicas e ameaçadas, e guardiã de um património cultural único, o que a torna um exemplo notável de integração entre natureza e cultura”, refere o Ministério.
A candidatura à Rede Mundial de Reservas da Biosfera da Unesco é, simultaneamente, uma aposta na valorização socioeconómica e um reforço da resiliência da Serra da Estrela, limitando as suas vulnerabilidades.
Os incêndios rurais que têm contribuído para a perda de biodiversidade e recursos naturais são vulnerabilidades que devem ser contrariadas por uma aposta na valorização socioeconómica e reforço da resiliência, que garanta a plena recuperação dos serviços dos ecossistemas e das atividades desenvolvidas pelas populações.
“A candidatura da Reserva da Biosfera da Estrela apresenta uma abordagem que integra a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas de montanha, a valorização do património cultural imaterial e modos de vida que integram práticas sustentáveis e identitárias e, simultaneamente, promove a Estrela a território-laboratório de conhecimento, fomentando a investigação científica, a educação ambiental e a capacitação das comunidades”, refere o Ministério do Ambiente que reconhece o valor estratégico desta candidatura no quadro das políticas públicas de conservação da natureza, valorização do território, coesão social e desenvolvimento sustentável.
Portugal já conta com 12 Reservas da Biosfera e poderá ampliar a sua rede nacional de áreas classificadas no próximo ano.
A Ministra do Ambiente e Energia lembra que a candidatura “contribui igualmente para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, nomeadamente no quadro da Convenção sobre a Diversidade Biológica, da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, e do Programa “O Homem e a Biosfera” (MaB) da Unesco” e sublinha o forte envolvimento das comunidades locais e dos atores institucionais na construção da candidatura.
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