Moody’s corta ‘outlook’ do Reino Unido para negativo, devido à “paralisação” do Brexit

Agência de notação financeira norte-americana manteve o ‘rating’ do Reino Unido em Aa2, mas cortou a perspetiva. “A força institucional do governo do Reino Unido enfraqueceu, como ilustrado pela crescente inércia e, às vezes, paralisia que caracterizou a formulação de políticas da Era -Brexit”, justificou.

EPA/VICKIE FLORES

A agência de notação financeira Moody’s manteve esta sexta-feira a notação da dívida soberana britânica inalterada em Aa2, mas cortou a perspetiva de ‘estável’ para ‘negativa’, justificando com a “paralisação” provocado pelo Brexit.

“A força institucional do governo do Reino Unido enfraqueceu, como ilustrado pela crescente inércia e, às vezes, paralisia que caracterizou a formulação de políticas da Era -Brexit”, explica a agência no relatório. “A incerteza relacionada com o Brexit levou a um crescimento mais lento do investimento empresarial, que pesa sobre as taxas de crescimento”, acrescenta.

A decisão da Moody’s, que alinha o ‘outlook’ com a Fitch e a S&P, surge após a aprovação do parlamento britânico para a realização de eleições antecipadas a 12 de dezembro, convocadas por Boris Johnson.

A agência considera ainda que “o declínio da força institucional” derivada do Brexit se irá manter, mesmo após o impasse para a saída do Reino Unido da União Europeia, com as divisões na sociedade e política britânica.

“O peso da dívida do Reino Unido é alto e improvável que caia, dadas as crescentes pressões para aumento de gastos, com pouca clareza sobre como podem ser financiados”, realça.

A Moody’s cortou a notação da dívida soberana britânica de AAA em 2013 e em 2017, para Aa2, o que coloca o Reino Unido atualmente a par da avaliação que a agência norte-americana faz a França e abaixo da Alemanha (AAA).

Ler mais

Recomendadas

ISV: Fisco ‘perde’ recurso por ausência de respostas ao Constitucional

Na origem deste recurso esteve um processo, que correu no Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD), movido por um contribuinte que reclamava da forma como foi aplicado o Imposto Sobre Veículos (ISV) num carro usado importado de outro país da União Europeia.

Banco de Portugal quer rever regras sobre governo e controlo interno de bancos

Segundo o BdP, atualmente as regras que os bancos têm de cumprir estão nos avisos n.º 10/2011 sobre as regras que regem as remunerações e n.º5/2008 sobre sistema de controlo interno, considerando que é necessário rever estes regulamentos para levar em conta as melhores práticas e as “lições” que dos últimos anos permitiu retirar.

BCE lucra 2,4 mil milhões de euros em 2019

A maior fonte de receitas da instituição liderada por Christine Lagarde é a compra de ativos (1,4 mil milhões de euros em 2019), como a dívida pública. O Banco Central Europeu (BCE) teve um lucro de 2.366 milhões de euros em 2019, acima dos 1,6 mil milhões de euros reportados em 2018.
Comentários