Moody’s mantém rating do CaixaBank e põe o do Bankia em revisão para ‘upgrade’

A agência de notação financeira norte-americana manteve a perspetiva estável do banco espanhol que detém o BPI.

A Moody’s confirmou esta terça-feira a classificação de perfil de risco de crédito individual (Baseline Credit Assessment – BCA) do CaixaBank em “Baa3”, com perspetiva estável, e colocou em revisão para subida (upgrade) sete avaliações do Bankia, entre as quais os ratings de depósito de longo e dívida sénior.

A agência de notação financeira também confirmou os ratings de depósito de curto prazo Prime-2 e CRR do Bankia, segundo a informação divulgada em relatório.

“As decisões de rating refletem o anúncio feito a 18 de setembro de 2020, de que os conselhos de administração de ambos os bancos aprovaram a fusão por absorção do Bankia pelo CaixaBank. A transação, que ainda precisa de ser aprovada pelas assembleias de acionistas de ambos os bancos, deverá ficar fechada durante o primeiro trimestre de 2021 e aguarda a receção de todas as autorizações regulatórias relevantes”, explicam os analistas.

A operação que cria um gigante bancário em Espanha foi aprovada na passada quinta-feira. Os conselhos de administração do CaixaBank e do Bankia deram ‘luz verde’ à fusão entre as duas instituições bancárias, criando uma entidade com ativos de mais de 650 mil milhões de euros.

A Moody’s já se tinha pronunciado no início do mês sobre este negócio, prevendo que pudesse gerar poupanças de custos substanciais, mas criar elevadas despesas de reestruturação. Os técnicos acreditam que compensará as pressões de que os bancos sofrem atualmente na rentabilidade, contudo alertam para a hipótese de os efeitos positivos não serem imediatos.

“Dada a diferença de dois notchs na nossa avaliação de base de ambos os bancos e sem um aumento de capital, não veríamos uma instituição imediatamente mais forte”, defendeu Maria Cabanyes, vice-presidente sénior da Moody’s Investors Service, reforçando que os “ganhos de eficiência podem levar algum tempo para se materializarem e impor custos de reestruturação significativos, reduzindo a lucratividade no início”, pode ler-se no documento divulgado dia 7.

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