Moody’s melhora rating da CGD e elogia cumprimento do plano estratégico

A Moody’s considerou o sucesso do banco na concretização do seu plano estratégico 2017-2020 e que está refletido nos seus rácios de capital e na melhor qualidade de ativos.

A Caixa Geral de Depósitos anunciou ao mercado que, em 21 de setembro de 2021, a Moody’s Investors Service subiu em um nível o rating de dívida sénior de longo prazo da CGD de Baa3 para Baa2 e da dívida sénior de curto-prazo, incluindo Comercial Paper, de P-3 para o nível P-2.  O outlook (perpspetiva) foi mantido em Stable (estável).

Trata-se de uma elevação dentro do grau de investimento onde já estava classificada a dívida sénior do banco liderado por Paulo Macedo.

Em simultâneo, o rating de dívida sénior não preferencial de longo prazo da CGD subiu igualmente em um nível de Ba1 para Baa3, elevando esta tipologia de dívida à categoria de investment grade. Saiu assim da categoria “lixo” a dívida não preferencial.

Os ratings, de longo e curto prazo, dos depósitos foram elevados para Baa2 e P-2, respetivamente, nível idêntico ao da República de Portugal.

A Moody’s explica que ao elevar o Baseline Credit Assessment (BCA) da CGD de ba1 para baa3, a Moody’s considerou o sucesso do banco na concretização do seu plano estratégico 2017-2020, e que está refletido nos seus rácios de capital e na melhor qualidade de ativos. No final de junho de 2021, o Common Equity Tier 1 (fully loaded) da CGD (CET1) ficou em 18,9%, acima de 16,8% reportado um ano antes, enquanto o seu rácio de crédito malparado (NPL) diminuiu de 4,4% para 3,2% num ano.

“A subida do BCA do banco também reflete a melhoria dos lucro recorrente do banco, embora modesta, bem como sua sólida liquidez e perfil de financiamento”, diz a Moody’s.

O Perfil de Risco de Crédito Individual (Baseline Credit Assessments, BCAs) são opiniões da agência de rating sobre a força intrínseca individual dos emissores, ausente de qualquer suporte extraordinário de uma afiliada ou do governo.

A perspectiva sobre os ratings de depósito de longo prazo e sobre a dívida sénior sem garantia (unsecured) da CGD permanece estável, refletindo a avaliação da Moody’s de que os ratings atuais da CGD incorporam a melhoria esperada da agência de rating para o perfil de crédito da CGD nos próximos 12-18 meses, bem como a emissão de  dívida exigível para cumprir o seu requisito mínimo de fundos próprios e passivos elegíveis (MREL).

A Moody’s realizou ações de rating em seis bancos portugueses. Isto na sequência da subida do rating da República.

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