Moody’s reviu em alta rating da Infraestruturas de Portugal

As perspetivas da IP são estáveis, em linha com o ‘outlook’ para o Governo de Portugal, considera a agência, admitindo que “a qualidade do crédito da IP está intimamente ligada à do país soberano, dado o seu papel crítico na gestão das redes ferroviárias e rodoviárias em Portugal”.

A agência de notação de risco Moody’s reviu em alta, esta segunda-feira, 20 de setembro, o rating sénior, sem garantia real, da Infraestruturas de Portugal (IP), elevando-o de Ba1 para Baa3. O mesmo aconteceu ao rating da IP relativo às suas emissões de médio prazo efetuadas no âmbito do programa EMTN – Euro Medium-Term Note, de 3 mil milhões de euros, que passaram de (P) Ba1 para (P) Baa3, informou a Moody’s.

Simultaneamente, a Moody’s também elevou o rating das notas seniores não garantidas com garantia governamental da IP e do seu programa EMTN de 3 mil milhões, respetivamente, de de Baa3 e (P) Baa3  para Baa2 e (P) Baa2.

No mesmo sentido, a agência de notação de risco Moody’s também retirou o rating corporativo da IP, de Ba1, e o rating de probabilidade de default, de Ba1-PD, seguindo a prática da agência de rating para empresas em transição para o grau de investimento.

De igual forma, a perspetiva da IP foi alterada de positiva para estável pela Moody’s. A ação de rating segue a elevação da Moody’s do rating do Governo de Portugal de Baa3 para Baa2, revista em alta a 17 de setembro de 2021.

“A elevação dos ratings da IP reflete a visão da Moody’s de que a capacidade do Governo suportar a IP foi fortalecida”, explica a agência de rating.

Desta forma, a Moody’s “reconhece as fortes ligações entre a IP e o Governo de Portugal, que tem prestado um apoio significativo na forma de injeções de capital e empréstimos à empresa ao longo dos anos, desde o início da crise financeira”, adianta.

“Sem esse apoio, a IP não seria capaz de cobrir totalmente suas necessidades operacionais e financeiras”, refere ainda a Moody’s, esperando “que essas injeções de capital continuem, permitindo assim que a IP cubra o seu programa de investimento em andamento, bem como os próximos reembolsos de dívida”.

“As perspetivas da IP são estáveis, em linha com as perspetivas para o Governo de Portugal”, considera a agência, admitindo que “a qualidade do crédito da IP está intimamente ligada à do país soberano, dado o seu papel crítico na gestão das redes ferroviárias e rodoviárias em Portugal e a sua importância estratégica para a economia nacional como prestadora de um serviço público essencial”.

A melhora da notação de rating da IP surge num momento em que a empresa está a efetuar contactos prévios para o relançamento de projetos de investimento relacionados com as infraestruturas ferroviárias de Alta Velocidade.

Note-se que a 15 de setembro, os responsáveis da IP efetuaram uma reunião em Badajoz, na sede da Extremadura Avante – um agrupamento de empresas públicas da Junta de Extremadura que operam na área do desenvolvimento industrial e empresarial da região da Extremadura –, contando com a presença  do vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, do diretor da área de Empreendimentos da IP, Carlos Clemente e do diretor-geral da Extremadura Avante, Miguel Bernal, para apresentação do projeto da “Plataforma Logística do Sudoeste Europeu”, localizada em Badajoz e que agora está em expansão.

Carlos Fernandes detalhou o ponto de situação dos empreendimentos que a IP está a executar na concretização do “Corredor Internacional Sul”, destinado a criar um corredor ferroviário de ligação entre Sines e a fronteira com Espanha, na região da Extremadura.

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