Morreu Maude Queiroz Pereira, mãe do empresário que liderou a Semapa

Morreu Maude Queiroz Pereira, a matriarca da família dona da Semapa e que criou o primeiro grande hotel de luxo em Lisboa, o Ritz, e que é mãe de Manuel, Pedro, Maude e Margarida Queiroz Pereira.

Morreu do passado dia 6 de abril, terça-feira, Maude da Conceição Santos Mendonça de Queiroz Pereira, mãe do empresário Pedro Queiroz Pereira que morreu em agosto de 2018.

A notícia, confirmada pelo Jornal Económico, chegou por um obituário publicado esta-sexta-feira dia 9, onde é anunciado que a missa de sétimo dia se realizará no próximo dia 13.

Maude Queiroz Pereira era mãe de Manuel, Pedro, Maude e Margarida Queiroz Pereira. A matriarca da família que criou o primeiro grande hotel de luxo em Lisboa, o Ritz, foi notícia quando em 2013 apoiou o filho PêQuêPê numa disputa de irmãos provocada pela interferência do Grupo Espírito Santo no grupo Semapa. Na altura a mãe Maude era a usufrutuária da maioria do património e detinha o controlo sobre a Vértice.

Mais tarde, em 2017, deixou de ter qualquer participação nessa sociedade Vértice – Gestão de Participações SGPS por ter doado ao filho Pedro Queiroz Pereira, em 27 de dezembro de 2017, a totalidade das ações de que era titular e, em consequência, a participação qualificada indirecta na Sonagi SGPS, de 34,97%, que lhe era imputável por via das participações que detinha directamente na Vértice e na Sociedade Agrícola da Quinta da Vialonga passando a deter 14,02%, correspondentes unicamente, ao montante da participação directa da SAQV na Sonagi.

Casada com Manuel Queiroz Pereira que antes do 24 de abril era dono da Sonap com Manuel Boullosa (que depois vendeu a este), da Cimianto e do Ritz, Maude foi com o marido para Madrid em setembro de 1974. Seguiram depois para Paris, onde fixaram residência. Os filhos Manuel, Maude e Margarida – que se tinha casado em julho desse ano – ficaram em Lisboa, enquanto Pedro estava em Angola a cumprir o serviço militar.

Em 1975, as nacionalizações reduziram os ativos e a dimensão da empresa, mas em 1980 recupera a Sodim. Em 1983 Manuel Queiroz Pereira morre com 77 anos, na altura a mulher tinha 61 anos, e deixou os dois filhos homens com os destinos das empresas. Manuel (então com 36 anos) ficou à frente da Sodim (Ritz e negócios imobiliários) e Pedro (então com 34 anos) ficou com os activos industriais (Cimianto, que tinha sido em parte nacionalizada depois do 25 de Abril). Em 1993, o filho Pedro constitui a Semapa, com olhos postos na privatização da Secil, e dá origem a um novo Grupo Queiroz Pereira. Mais tarde, em 2004, adquire a Portucel (hoje Navigator).

 

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