Mota-Engil ganhou contratos de 175 milhões em Portugal no primeiro semestre

A empresa portuguesa já arrecadou este ano encomendas com um valor superior a 5,2 mil milhões de euros a nível mundial.

Mario Proenca/Bloomberg

A Mota-Engil ganhou contratos na ordem dos 175 milhões de euros em Portugal no primeiro semestre de 2019.

Estes novos contratos traduzem-se “numa evolução positiva que permitirá à Mota-Engil Engenharia e Construção retomar o crescimento da sua atividade, com perspetivas de crescimento ainda mais evidente a partir de 2020, através da retoma do investimento público, e em projetos de infraestruturas relevantes para o reforço da rede transeuropeia de transportes”, segundo o comunicado enviado às redações esta quinta-feira.

O grupo português de construção civil também reforçou a sua presença no Brasil. Neste mercado, onde atua através da subsidiária Consita, celebrou um contrato para os próximos cinco anos e em consórcio com duas empresas locais, no valor 144 milhões de euros para a prestação de serviços de limpeza urbana, no município de São Paulo. Para além disso, a empresa assinou também contratos de menor dimensão durante o corrente ano e que totalizam cerca de 36 milhões de euros para igual período de execução.

Nos últimos meses a atividade da Mota-Engil foi reforçada em geografias onde já marcava presença, como o México (165 milhões de euros) e Peru (40 milhões de euros), assim como em novos países como é o caso do Quénia (70 milhões de euros), Nova Caledónia e Panamá. A Cidade do Panamá fechou com a empresa de construção civil um negócio no valor de 159 milhões de euros, obtido através de concurso publico internacional, tendo sido atribuído ao consórcio constituído pela Mota-Engil (49%) e OHL (51%) para a extensão de 2,2 quilómetros da Linha 1 do metro da cidade do Panamá, a executar em 33 meses.

Com a sua posição reforçada no mercado internacional, a Mota-Engil terminou o primeiro semestre do ano com uma carteira de encomendas superior a 5,2 mil milhões de euros, com destaque para os 683 milhões de euros na área de Ambiente e Serviços, uma área de negócio estratégica no Grupo e complementar ao setor de Engenharia e Construção.

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