Mota-Engil garante 220 milhões em contratos no Peru e Costa do Marfim

Obras para o setor mineiro, terminais portuários e um estádio de futebol são os novos contratos para reforçar a carteira da Mota-Engil em África e na América do Sul.

Cristina Bernardo
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A Mota-Engil informa que garantiu mais 220 milhões de euros em quatro novos contratos celebrados no Peru (três) e na Costa do Marfim (um).

Em comunicado hoje enviado à CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a empresa liderada por António Mota e por Gonçalo Moura Martins anunciou a adjudicação de três contratos no Peru, no valor conjunto de cerca de 137 milhões de euros ao câmbio atual.

Estes novos contratos da Mota-Engil incidem no setor privado na área de infraestruturas e no setor mineiro.

Um dos contratos, respeita à construção do porto de San Martin, para a empresa Terminales Portuarios de Paracas (TPP), na região de Ica.

Com um prazo de 24 meses, o valor deste contrato, para a Mota-Engil Peru, que participa no consórcio com 33,3%, é de cerca 34,8 milhões de euros.

O segundo contrato recente angariado pela Mota-Engil no Peru passa pela construção da barragem de Vizcachas y Bocatoma Titire, para a Anglo American Quellaveco, na região de Moquegua.

O contrato tem um prazo de 26 meses e tem um valor de cerca de 54,6 milhões de euros.

O terceiro e último contrato deste pacote conseguido pela Mota-Engil no Peru respeita à construção da Fase 4 da Barragem de Rejeitos Las Bambas, para a companhia mineira MMG, na região de APurimac.

Com um valor de cerca de 47,5 milhões de euros, o contrato tem um prazo de 24 meses.

Por seu turno, na costa do Marfim, a Mota-Engil celebrou celebrou um contrato para a construção de um estádio de futebol na Costa do Marfim que terá de estar pronto para o Campeonato Africano de Futebol (CAN), a realizar-se naquele País em 2021.

O projeto financiado ao Estado daquele País pelo banco local United Bank for Africa (UBA).

“O contrato celebrado totaliza 83 milhões de euros, sendo o segundo estádio a desenvolver pela empresa nestes últimos meses em África, depois do contrato assinado no verão de 2017 nos Camarões para a reabilitação do estádio Omnisport Roundé Adja, um dos estádios onde vai decorrer o Campeonato Africano das Nações 2019”, destaca um comunicado da Mota-Engil.

O referido documento acrescenta que, com este novo contrato, a carteira da Mota-Engil na Costa do Marfim já é superior a 540 milhões de euros, sendo este o terceiro contrato garantido pelo grupo português naquele país africano em menos de um ano de presença.

“Depois de em 2017 ter celebrado um contrato para a recolha de resíduos e limpeza urbana na capital, Abidjan, por um período de sete anos e um valor próximo dos 320 milhões de euros, a Mota-Engil África celebrou em janeiro de 2018, um contrato de 140 milhões de euros para a construção, gestão e operação de um aterro, naquela que passará a ser em breve a maior operação de gestão de resíduos no Grupo Mota-Engil, servindo uma população estimada de 4,6 milhões de pessoas”, salienta o referido comunicado.

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