Mota-Engil propõe-se a ajudar Moçambique com um milhão de euros em obras

Como um dos maiores empregadores em Moçambique, com cerca de 2 mil trabalhadores e 20% do total da faturação em África naquele país, o grupo Mota-Engil “disponibilizou-se de imediato para apoiar, não só com trabalhos e serviços, mas também, através da Fundação Manuel António da Mota, com produtos alimentares e outros bens de primeira necessidade”

A Mota-Engil está a apoiar o Governo moçambicano com um milhão de dólares em obras de recuperação de estradas e pontes, para pôr vias de acesso a funcionar, disse à Lusa o administrador executivo da empresa Manuel Mota.

Como um dos maiores empregadores em Moçambique, com cerca de 2 mil trabalhadores e 20% do total da faturação em África naquele país, o grupo Mota-Engil “disponibilizou-se de imediato para apoiar, não só com trabalhos e serviços, mas também, através da Fundação Manuel António da Mota, com produtos alimentares e outros bens de primeira necessidade”, afirmou o filho do empresário António Mota.

“As obras que estamos a realizar, no valor de cerca de um milhão de dólares, são custos assumidos por nós”, sublinhou Manuel Mota, que assegura que nenhuma das cerca de 20 obras que o grupo tem atualmente naquele mercado foi afetada pelo ciclone Idai, que já matou pelo menos 217 pessoas em Moçambique.

“Nós não fomos afetados diretamente, mas fomos indiretamente. Estamos naquele país há muitos anos, temos ligações afetivas e negócios lá e o nosso principal cliente, o Estado moçambicano, foi bastante afetado. Por isso, é hora de sermos solidários”, referiu.

Como o grupo Mota-Engil tem estaleiros em Mocuba, na província da Zambézia, deslocou a partir dali os meios humanos, máquinas e equipamento que seriam necessários à recuperação de vias rodoviárias na província de Sofala, onde fica a cidade da Beira.

A Mota-Engil tem obras de norte a sul de Moçambique, mas conhece muito bem toda aquela região, até porque foi responsável pela obra de recuperação do designado corredor da Beira (a ligação ferroviária) que liga moçambique ao Zimbabué e à Zâmbia, por caminho e ferro.

Para Manuel Mota, Moçambique, que “já tem vindo a fazer progressos”, vai recuperar a sua economia, mesmo depois da tragédia do Idai, com ajuda da exploração de gás, que terá um “impacto positivo”. No entanto, acrescentou, o país precisa de capacidade de investimento.

O empresário acredita que “o ciclone pode ter aberto os olhos” para o mundo para que se perceba que é preciso apoiar mais estes países, onde as catástrofes surgem, mas onde as capacidades de resposta são mais difíceis.

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué provocou perto de 400 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos desde segunda-feira.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”.

Moçambique cumpre hoje o segundo de três dias de luto nacional.

A Cruz Vermelha Internacional indicou que pelo menos 400.000 pessoas estão desalojadas na Beira, considerando que se trata da “pior crise” do género em Moçambique.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na noite de 14 de março, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

Ler mais
Recomendadas

GEOTA coloca ação em tribunal para impedir construção da barragem do Fridão pela EDP

A ação foi colocada em tribunal a poucos dias de o ministro do Ambiente Matos Fernandes tomar uma decisão sobre a construção da barragem do Fridão pela EDP.

Somague ganha construção de estação do metro de São Paulo

A obra foi adjudicada por um montante de 14,5 milhões de euros (cerca de 62,2 milhões de reais) e terá um prazo de execução de 24 meses.

Grupo BCP desce abaixo dos 5% na Teixeira Duarte

No final de 2017 o Fundo e Pensões do BCP tinha 9,4% da Teixeira Duarte, construtora que é dominada em 50,4% pela TD SGPS.
Comentários