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Multicare alarga acesso a consultas a zonas em estado de calamidade

Em comunicado, a Multicare indica que a medida excecional abrange todos os residentes nesses concelhos, incluindo pessoas que não tenham seguro de saúde da marca, permitindo o acesso a cuidados de saúde primários e apoio psicológico num contexto em que as deslocações estão, em muitos casos, condicionadas.
12 Fevereiro 2026, 21h38

A Multicare vai alargar o acesso a consultas online de Medicina Geral e Familiar e de Psicologia a toda a população residente nos concelhos onde foi decretada a situação de calamidade, anunciou hoje a seguradora.

Em comunicado, a Multicare indica que a medida excecional abrange todos os residentes nesses concelhos, incluindo pessoas que não tenham seguro de saúde da marca, permitindo o acesso a cuidados de saúde primários e apoio psicológico num contexto em que as deslocações estão, em muitos casos, condicionadas.

O agendamento das consultas deve ser efetuado exclusivamente através da Linha Telefónica 210 440 440 (chamada para a rede fixa nacional), disponível 24 horas por dia, sendo que, no momento do contacto, os utentes devem indicar a zona de residência, indica a nota.

As consultas de Medicina Geral e Familiar realizam-se em regime de teleconsulta, assegurando um primeiro diagnóstico, aconselhamento clínico e, quando necessário, o envio de prescrições, pedidos de exames ou outros encaminhamentos por SMS ou correio eletrónico.

A seguradora explica ainda que, sempre que clinicamente indicado, e no caso de crianças, poderá também ser feito o encaminhamento para consulta de Pediatria, disponível nos dias úteis entre as 09h00 e as 21h00 e aos sábados entre as 09h00 e as 14h00.

Os residentes abrangidos podem ainda aceder a consultas de Psicologia, mediante agendamento, disponíveis nos dias úteis entre as 09h00 e as 19h00, com vista a assegurar apoio emocional e psicológico.

A Multicare enquadra esta decisão no contexto da situação de calamidade decretada em vários concelhos, na sequência do mau tempo que tem afetado o país.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


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