Mundial de Clubes: Jesus em busca de recordes para contrariar favoritismo europeu

Entre o historial da Taça Intercontinental, até 2004, e do Mundial de clubes, em 2000 e desde 2005, nenhum técnico luso conseguiu inscrever o seu nome na lista dos vencedores, sobretudo porque primaram pela ausência.

Jorge Jesus pode tornar-se o primeiro treinador português a sagrar-se campeão mundial de clubes de futebol, o que nunca aconteceu numa competição que se joga há quase seis décadas, desde 1960.

Entre o historial da Taça Intercontinental, até 2004, e do Mundial de clubes, em 2000 e desde 2005, nenhum técnico luso conseguiu inscrever o seu nome na lista dos vencedores, sobretudo porque primaram pela ausência.

Na competição que opunha o campeão da Europa ao da América do Sul nunca um treinador português orientou qualquer das equipas e, desde o alargamento da prova a todos os continentes, nenhum dos poucos técnicos lusos presentes conseguiu chegar à final.

Em 2019, e pela primeira vez, um técnico luso chega ao comando de uma equipa com reais aspirações ao cetro, os brasileiros do Flamengo, que, na única participação, em 1981, arrebataram a Taça Intercontinental com um 3-0 ao Liverpool, que podem reencontrar.

Para chegar ao cetro, Jorge Jesus tem, para já, de se tornar o primeiro treinador luso a atingir uma final, o que conseguirá se, na terça-feira, ganhar aos sauditas do Al Hilal, a ex-equipa do técnico português.

O ex-treinador de Benfica e Sporting começa nas meias-finais, fase que Manuel José atingiu em 2006, ao comando dos egípcios do Al-Ahly, que perderam por 2-1 com os brasileiros do Internacional, para, depois, acabarem no terceiro lugar, com um 2-1 aos mexicanos do América.

Além de Manuel José, nenhum outro técnico luso tem historial na prova, nem José Mourinho, apesar de ter conquistado por duas vezes a Liga dos Campeões, em 2003/04, ao serviço do FC Porto, e em 2009/10, ao comando do Inter de Milão.

Mourinho conquistou o direito de disputar o título mundial em 2004 e 2010, mas, após os cetros europeus, mudou sempre de clube, primeiro do FC Porto para o Chelsea e depois do Inter de Milão para o Real Madrid, pelo que nunca pôde sequer tentar.

Em 2004, os portistas venceram a prova sob o comando do espanhol Victor Fernández, e, em 2010, o Inter de Milão ganhou liderado pelo também espanhol Rafa Benítez.

O FC Porto também venceu a prova em 1987, mas igualmente com um treinador estrangeiro: depois de vencer a Taça dos Campeões de 1986/87, Artur Jorge rumo ao Racing Paris, sendo substituído pelo então jugoslavo Tomislav Ivic.

Num embate inesquecível, devido à neve que cobriu o relvado do Estádio Nacional de Tóquio, o ‘onze’ de Ivic ganhou por 2-1, após prolongamento, graças a um golo do argelino Rabah Madjer, que já tinha sido um dos ‘heróis’ do 2-1 ao Bayern, em Viena.

Quanto ao Benfica, perdeu as edições da Taça Intercontinental de 1961 e 1962, face aos uruguaios do Peñarol e aos brasileiros do Santos, mas em ambas liderado por treinadores estrangeiros.

O húngaro Béla Guttmann, que conduziu os ‘encarnados’ aos triunfos na Taça dos Campeões em 1960/61 e 1961/62, esteve na final de 1961 e o chileno Fernando Riera na de 1962, edição em que o Santos ganhou por 3-2 em casa, com um ‘bis’ de Pelé, e por 5-2 na Luz, com mais três do ‘rei’.

Desta vez, seis décadas depois, pode ser a vez de Jorge Jesus, o técnico que já fez história em 2019 ao comando do Flamengo, ao tornar-se o primeiro português a vencer a Taça Libertadores, que os cariocas só tinham vencido em 1981, e o campeonato brasileiro.

A final está marcada para 21 de dezembro e tudo aponta para um embate entre Flamengo e Liverpool. Em Doha, os ‘reds’ serão favoritos, até porque, nos últimos 12 anos, a Europa só falhou o triunfo em 2015, culpa do Corinthians, de Tite.

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