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Mundo entra numa “guerra energética total” e petróleo dispara para 110 dólares

Irão prometeu atacar infraestruturas energéticas regionais, depois de ataque dos EUA/Israel à maior reserva de gás do mundo.
18 Março 2026, 17h26

O petróleo disparou mais de 6% esta quarta-feira, 18 de março, para 110 dólares, depois de ataques dos Estados Unidos e Israel à maior reserva de gás do mundo, localizada no Irão. Já o gás na Europa sobe mais de 6% para 55 euros/Mwh.

O ataque atingiu o campo de South Pars, o maior depósito de gás do mundo, partilhado pelo Irão e o Qatar.

O Irão já prometeu retaliar, considerando que as principais infraestruturas energéticas dos países vizinhos tornaram-se “alvos diretos e legítimos e serão atingidos nas próximas horas”.

Entre os alvos encontram-se:

  • Qatar: refinaria de Ras Laffan, complexo petroquímico de Mesaieed;
  • Arábia Saudita: refinaria de Samref, complexo petroquímico de Jubail;
  • UAE: campo de gás de Al Hosn.

“A linha vermelha foi ultrapassada: os ataques dos EUA-Israel a South Pars dão origem a uma “guerra total energética” a nível global, reagiu Francesco Sassi, especialista em geopolítica da Universidade de Oslo.

“Este ataque representa o gatilho definitivo para o escalar” de ataques contra infraestruturas de energia no Médio Oriente.

“Estamos agora numa guerra energética, o que vai provocar uma crise energética de proporções globais catastróficas”, segundo Francesco Sassi.

O Qatar já veio a público criticar o ataque de Israel ao campo de South Pars: “é um passo irresponsável e perigoso”, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros Majed Al Ansari que destacou os perigos para a segurança energética global, mas também para as pessoas da região e o meio ambiente.

O Irão mantém fechado o estreito de Ormuz por onde passava 20% do consumo global de petróleo e de gás desde o início da guerra.

 

 


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