Se traçarmos uma linha reta entre Lisboa e Madrid, imaginária, translúcida de ideias e vontades, vamos ter um ‘caminho’ linear. Podemos ir por aí. Mas não é esse o plano. No ‘caminho irreal’ que a BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas propõe nesta 5ª edição, a primazia é dada ao desvio, “ao deslocamento simbólico e à possibilidade de reconfigurar o lugar do artista e do espectador. Um caminho que não se encontra nos mapas turísticos nem nos roteiros oficiais, mas que pulsa nos corpos que criam, resistem e se deslocam, geográfica e artisticamente”. Eis o statement desta BoCA, que, mais uma vez, aposta em criações em estreia mundial, caso de Dino D’Santiago, que assina a sua primeira ópera no âmbito da bienal.
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