“Não há tempo para a complacência à medida que novas ondas e variantes do vírus surgem”, diz presidente do Eurogrupo

Presidente do Eurogrupo explicou que o grupo informal de ministros da zona euro está sintonizado e consciente sobre a necessidade de manter os apoios às famílias, aos trabalhadores e às empresas.

O Eurogrupo mostra-se convicto de que será necessário manter os apoios orçamentais, numa altura em que as famílias, empresas e trabalhadores continuam a enfrentar desafios provocados pela pandemia.

“A nossa discussão de hoje reafirmou o consenso muito forte sobre a necessidade de manter a postura orçamental de apoio”, disse o presidente do Eurogrupo, Pascal Donohoe, esta segunda-feira em conferência de imprensa após a reunião do grupo informal de ministros da zona euro.

O Eurogrupo reuniu em video-conferência, tendo-se debruçado sobre os desequilíbrios macroeconómicos na zona euro, bem como um agravamento aos desequilíbrios macroeconómicos existentes ao nível da zona euro e as estratégias políticas necessárias para lhes dar resposta.

Para o sucessor de Mário Centeno à frente daquele grupo, “não há tempo para a complacência à medida que novas ondas e variantes do vírus surgem. Ainda estamos muito conscientes no Eurogrupo da necessidade de manter os apoios às famílias, aos trabalhadores e às empresas, visto que enfrentam as consequências económicas das restrições prolongadas de saúde”.

Pascal Donohoe também explicou que os ministrou enfatizaram a importância de coordenar os esforços a nível da zona euro. Os ministros procederam a uma troca de pontos de vista sobre a elaboração dos planos nacionais para a recuperação e resiliência, no contexto das políticas acordadas na recomendação para a zona euro.

“Com o próximo Next Generation EU temos uma janela de oportunidade única para apoiar as reformas e responder às necessidades de investimento que são críticas para promover a resiliência e proporcionar uma recuperação sustentável”, vincou.

Deu ainda nota de que o comissário da Economia, Paolo Gentinoli, sinalizou que os drafts dos planos de recuperação já entregues pelos países estão em linha com as recomendações de Bruxelas.

“Elaborar este tipo de planos é um exercício sem precedentes e o diálogo no Eurogrupo é realmente valioso a esse respeito para que os ministros possam partilhar a sua experiência e aprender uns com os outros”, sublinhou.

No formato inclusivo a 27, os ministros refletiram ainda sobre as relações da União Europeia com os Estados Unidos, nomeadamente sobre o sistema monetário e financeiro mundial, ao ouvirem o antigo Secretário do Tesouro norte-americano Lawrence H. Summers.

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