Não matem a melga

Porque é que alguém resolve fazer dinheiro a roubar insetos? Bem, olhando para o nosso País, roubar um banco não vale a pena, com sorte o cofre ainda tem alguns insetos, mas nunca a valerem 50 mil euros senão o dono do banco já os tinha vendido.

Nos EUA, mais propriamente em Philadelphia, ladrões assaltaram o Philadelphedia Insectarium e roubaram cerca de 7.000 insetos, entre aranhas, gafanhotos, percevejos e outros animais, mas não foi para fazer a vida negra a ninguém, nem a nenhum ministro, foi para vender. E se estão a pensar quem é que compra insetos, fiquem a saber que há tarados para tudo e por tudo, pois estima-se que o roubo tenha valido entre 40 e 50 mil dólares. O museu, esse, está inconsolável pois perdeu quase 90% do seu stock (o que terão os ladrões deixado para trás? O Brazilian Treehopper, que nem dá para acreditar o que parece?). E, pior ainda, tem agora pouco tempo para os repor e preparar-se para a Odditties Exibition, que realiza em Novembro todos os anos. Sim, este roubo não é nenhuma fake news, é mesmo verdade, não algo que só sai no jornal de uma cidade do Missouri, cujo nome (do jornal) os habitantes do lugar querem fazer mudar, pois não é nada menos que Uranus Examiner. Pois, não sei o que é pior, se o roubo dos insetos, se este notável nome de jornal.
Porque é que alguém resolve fazer dinheiro a roubar insetos? Bem, olhando para o nosso País, roubar um banco não vale a pena, com sorte o cofre ainda tem alguns insetos, mas nunca a valerem 50 mil euros senão o dono do banco já os tinha vendido. E tentar fazer como todos, ir buscar dinheiro ao Estado, não dá quando o estado ainda está mais endividado que os contribuintes, e onde os insetos só têm duas pernas. Para comer? Isto pode ter sido uma manobra dos chineses, que aliciaram os ladrões e tratam da comidinha ao mesmo tempo que irritam o Trump, furando embargos e tarifas. No fim de contas, até o Ikea já vende hambúrgueres de insetos, chamando-lhe a comida do futuro.
Claro que podem ter roubado os insetos para os soltar num ministério. Se fosse cá, seria no das finanças: fazer aquela malta toda coçar-se é uma boa vingança pelo inferno que nos fazem passar. Aliás, um dos animais roubados é uma aranha venenosa, que poderia ficar guardada para aquele cujo nome não deve ser pronunciado mas que vocês sabem quem é e preside ao Eurogrupo, embora seja mais provável que a aranha tivesse uma morte lenta e dolorosa, o que irritaria o PAN e seria o fim da coligação, nem com DDT o Dr. Costa salvava a coisa. Assim sendo, termino com a minha recomendação aos senhores ministros e ao PS: façam um bom stock de papel pega-mosca, para o caso de alguém querer cá fazer-lhes a vida negra com “bugs”; cada um tem que viver com as melgas que chamou. Mesmo que não venham a precisar, podem usar o papel para manter colada a geringonça.

Recomendadas

PremiumSamuel Martins: o gestor português no topo da Microsoft

Vive em Seattle com a família mas todos os anos regressa a Porto de Mós, no distrito de Leiria, para matar saudades da vila. Tem saudades dos amigos, das serras e da vila. A qualidade de vida desta cidade norte-americana e a Natureza “fora do comum” ajudam a passar o tempo livre e a inspirar-se para o novo desafio profissional que abraçou há dias.

Herdade da Comporta: a essência está na terra e nas gentes

O consórcio Vanguard Properties e Amorim Luxury prepara-se para comprar os ativos da Herdade da Comporta por 158 milhões de euros. O impacto do imobiliário e do turismo pode quebrar uma harmonia que persiste há décadas.

Carlos Gaspar: “É preciso ser corajoso para ser moderado”

Raymond Aron foi um dos grandes intelectuais do séculoXX. Filósofo, cientista político e jornalista, francês e judeu,patriota e cosmopolita, marcou de forma profunda a leitura política daquele tempo. No livro “Raymond Aron e a Guerra Fria”, Carlos Gaspar traça o percurso desta figura e, através dele, dá-nos um importante enquadramento de leitura para as dinâmicas políticas dos dias de hoje.
Comentários