“Não queremos um acordo parcial”. Trump perspetiva acordo comercial com a China para 2020

Trump disse que o seu relacionamento com o Presidente chinês, Xi Jinping, é muito bom, mas reconheceu que não tem sido fácil conseguir uma solução para a “guerra comercial” que separa os dois países há um ano e meio.

Presidente chinês, Xi Jinping, e governante norte-americano, Donald Trump, conversam durante evento em Pequim, em 2017 | REUTERS/Thomas Peter

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje querer um “acordo comercial total” com a China, rejeitando acordos parciais, mas acredita que esse entendimento apenas acontecerá depois das eleições presidenciais de 2020.

Trump disse que o seu relacionamento com o Presidente chinês, Xi Jinping, é muito bom, mas reconheceu que não tem sido fácil conseguir uma solução para a “guerra comercial” que separa os dois países há um ano e meio.

Apesar de se referir a este conflito comercial como “uma pequena disputa”, o Presidente norte-americano reconheceu que só deverá haver uma saída para este problema já depois das eleições presidenciais de novembro de 2020, afirmando que não aceitará acordos parciais, mas também admitindo que seria bom para a sua campanha de reeleição que EUA e China chegassem a um entendimento antes dessas eleições.

“Estamos à procura de um acordo completo. Não queremos um acordo parcial”, explicou Donald Trump, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, em que referiu os avanços nas negociações com a China, mas alertou para a necessidade de entendimentos mais aprofundados.

Donald Trump voltou a dizer que as tarifas retaliatórias estão a causar danos fortes à China, referindo-se à desaceleração económica desse país, aceitando apenas que os EUA estão a ser “ligeiramente prejudicados” com o conflito comercial.

Para justificar a posição de força dos EUA, Trump disse que a China já voltou a comprar produtos agrícolas norte-americanos, mostrando a sua fragilidade perante a estratégia de escalada de tarifas.

As equipas de negociação dos dois países regressam à mesa das negociações na próxima semana, em Washington, para preparar uma cimeira entre Trump e Xi Jinping que ficou programada para o final deste ano.

Ler mais
Recomendadas
Steve King com Donald Trump

Republicanos livram-se do rosto da supremacia branca em Washington

Congressista Steve King foi derrotado nas primárias republicanas no círculo do estado do Iowa que representa desde 2002. Perda de influência na Câmara dos Representantes após afirmações polémicas dita afastamento do político que ainda se tentou agarrar a um elogio de Donald Trump.

Iémen: o lado esquecido do mundo

ONU pedia 2,4 mil milhões de dólares à conferência de doadores, mas os países envolvidos não conseguiram ir além dos 1,35 mil milhões. A guerra civil e a Covid-19 deixaram 28 milhões de pessoas desesperadas. Entretanto Riade e Teerão prometem não deixar a guerra.

Rede social Snapchat vai deixar de promover mensagens de Donald Trump

A empresa da rede social Snapchat, popular entre os jovens, acusou o Presidente dos EUA de incitar à “violência racial”, anunciando que deixará de promover as mensagens da conta de Donald Trump.
Comentários