NATO revela que a Rússia mantém forte contingente junto à Ucrânia

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que a organização que lidera continua a monitorizar de perto o significativo aumento da presença militar da Rússia dentro e nas fronteiras da Ucrânia.

Ao contrário do que foi dito recentemente pela Rússia, a NATO – pela voz do seu presidente, Jens Stoltenberg – disse que Moscovo continua a dirigir armamento e soldados para o interior da Ucrânia ocupada pelos insurgentes pró-Rússia e para as suas fronteiras.

Falando no final de uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia esta quinta-feira, o secretário-geral da organização disse ainda que a NATO continuará a monitorizar as movimentações do exército russo e que não deixará de daí tirar ilações.

No mês passado, a Rússia aumentou o seu contingente junto da fronteira com a Ucrânia e tentou restringir a circulação no Mar Negro, nomeadamente junto àqueles dois países – mas, perante os protestos da comunidade internacional e a possibilidade de os Estados Unidos mandarem vasos de guerra para aquelas águas, o presidente Vladimir Putin anunciou que concordava em baixar a tensão

O secretário-geral disse que a Rússia retirou algumas tropas da fronteira com a Ucrânia, mas que dezenas de milhares de soldados e respetivo armamento permanecem na região. “No geral, há uma presença russa significativa, e há muito mais tropas russas agora que antes do recente aumento das tensões”, disse.

No âmbito da reunião com os ministros da Defesa, Jens Stoltenberg mostrou-se agradado com o anúncio por parte da União Europeia de incluir o Canadá, a Noruega e os Estados Unidos nos planos sobre mobilidade militar, permitindo que as tropas se movam mais rapidamente na Europa. “Os aliados não-União desempenham um papel essencial na proteção e defesa da Europa”, disse Stoltenberg.

Sobre o Afeganistão, o secretário-geral da organização disse que a retirada da missão de apoio da NATO estava em andamento, mas que o fim da missão da aliança não significa o fim da sua relação com o Afeganistão. Os aliados estão a analisar, revelou, como podem continuar a fornecer apoio financeiro e de treino às forças afegãs.

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