Navio-escola Sagres equipado para estudar eletricidade atmosférica e alterações climáticas

O navio-escola Sagres vai iniciar uma viagem que terá a duração de aproximadamente 371 dias, que fará a medição do campo elétrico atmosférico 100 anos depois das primeiras medições efetuadas a bordo do navio de investigação “Carnegie”.

Com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre o clima através do estudo dos efeitos das alterações climáticas no circuito elétrico do planeta, o navio-escola Sagres está agora equipado com uma plataforma de observação científica, para avaliar a saúde do oceano, e posteriormente aferir quais as consequências para as pescas, atividades marinhas ou até mesmo a energia.

O projeto é liderado por uma equipa de investigadores do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), e pela Marinha Portuguesa no âmbito do projeto SAIL (Space-Atmosphere-Ocean Interactions in the marine boundary Layer), que pretende estudar a interação entre o espaço e o planeta Terra, à escala global, através da medição do campo elétrico atmosférico sobre o mar. A equipa deste projeto multidisciplinar é constituída por especialistas em robótica, engenharia oceanográfica, monitorização geofísica, gestão de informação, fotónica e biologia marinha.

“Queremos com este projeto fornecer medições do campo elétrico atmosférico no século XXI, atualizar aquela que ficou conhecida por curva Carnegie e compreender o efeito das alterações climáticas nas propriedades elétricas da atmosfera”, explica Susana Barbosa, investigadora do Centro de Sistemas de Informação e de Computação Gráfica do INESC TEC.

Já com o equipamento a bordo, o navio-escola Sagres vai iniciar uma viagem que terá a duração de aproximadamente 371 dias, que fará a medição do campo elétrico atmosférico 100 anos depois das primeiras medições efetuadas a bordo do navio de investigação “Carnegie”.

“A realização de diversas experiências científicas  no decurso desta viagem de circum-navegação pretendem render uma merecida homenagem à primeira circum-navegação que valorizou e só foi possível, graças ao conhecimento científico, em especial da astronomia e náutica, do final do seculo XV e início do século XVI”, referiu o capitão-de-fragata Maurício Camilo, comandante do navio-escola NRP Sagres.

 

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