Navios de cruzeiro podem regressar ao porto de Lisboa a partir de hoje

A APL – Administração do Porto de Lisboa assegura que as forças de segurança e o SEF – Serviço de Estrangeiros e Fronteiras procederão à fiscalização do cumprimento das normas atualmente em vigor.

Os navios de cruzeiro podem regressar a partir de hoje, dia 17 de maio, ao porto de Lisboa, podendo os passageiros embarcar e desembarcar, com limites e exceções.

“A Administração do Porto de Lisboa (APL) informa que na próxima segunda-feira, 17 de maio, o movimento de passageiros de cruzeiro volta a ser autorizado nos portos do território nacional continental, como no Terminal de Cruzeiros do Porto de Lisboa, nos termos do Despacho conjunto 4957-B/2021, de 14 de maio de 2021, pelos Ministérios da Defesa Nacional, da Administração Interna, da Saúde e das Infraestruturas e da Habitação”, adianta um comunicado da empresa pública responsável pelo porto da capital.

Assim, partir das zero horas do dia 17 de maio de 2021 e até às 23:59 horas do dia 30 de maio de 2021, “é permitido o embarque, desembarque e licenças para terra de passageiros e tripulações dos navios de cruzeiro em portos localizados em território nacional continental, com exceção de passageiros cuja origem ou destino sejam países para os quais só se admite a realização de viagens essenciais”.

“Para os passageiros poderem beneficiar desta medida, é necessária a apresentação de comprovativo de realização de teste molecular por RT-PCR, para despiste da infeção por SARS-COV-2 com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores à hora do embarque ou desembarque, conforme o caso. A exigência de comprovativo não é aplicável a crianças com menos de 24 meses de idade”, explica o referido comunicado.

A APL avança que, “no atual contexto de Situação de Calamidade, qualquer movimentação de passageiros e tripulantes está sujeita à análise prévia das autoridades de Saúde”, acrescentando que “as forças de segurança e o SEF [Serviço de Estrangeiros e Fronteiras] procederão à fiscalização do cumprimento deste despacho conjunto 4957-B/2021”.

“A concessionária do Terminal de Cruzeiros de Lisboa, a Lisbon Cruise Port (LCP), juntamente com a autoridade de saúde e com a colaboração com a APL, já dispõe de um ‘Protocolo de Segurança e Higiene’, que será revisto pelas autoridades envolvidas sempre que necessário, assegurando todas as condições para retomar a operacionalidade integral do porto de Lisboa em condições máximas de segurança”, garante a APL.

Segundo os responsáveis da empresa pública, “este protocolo funcionará em plena articulação com os protocolos das companhias e de todas as entidades que intervêm na operação do navio”.

“As companhias de cruzeiro e os Governos/autoridades de saúde e portos dos vários países europeus têm vindo a trabalhar em conjunto na elaboração de protocolos de higiene e segurança com vista ao reinício da atividade, com definição de procedimentos muito rigorosos de controlo da disseminação do vírus, tanto da parte do navio como da parte dos portos/terminais”, recorda a APL.

Segundo os responsáveis do porto de Lisboa, os protocolos das companhias, que se articulam e complementam com os dos diferentes portos, incidem, na sua essência, sobre os protocolos de triagem pré-embarque e a bordo. “As companhias já anunciaram que vão testar todos os passageiros antes de iniciarem viagem, no meio do cruzeiro e/ou antes do desembarque, e sempre que houver alguma suspeita a bordo, sendo que algumas companhias exigem que os passageiros com mais de 18 anos e os membros da tripulação estejam vacinados, nomeadamente: Celebrity Cruises, Crystal Cruises, Cunard Line, Lindblad Expeditions (passageiros com mais de 16 anos), Norwegian Cruise Line, P&O Cruises, Princess Cruises, Royal Caribbean International, Saga Cruises (apenas passageiros), Seabourn Cruise Line, Swan Hellenic (apenas tripulação), Viking Cruises (passageiros), Virgin Voyages e Windstar Cruises”.

“Todos os membros da tripulação também serão testados antes de viajarem para o porto de embarque, no dia de embarque no navio, após a conclusão de quarentena mínima de sete dias a bordo ou em terra antes de iniciarem as tarefas, e a cada sete dias. Também os passageiros e tripulantes são sujeitos a verificações diárias de temperatura e rastreamento de sintomas”, assinala a APL.

No que respeita a distanciamento social responsável, ” (…) foi reduzida substancialmente a capacidade de passageiros a bordo”.

“Também a as operações de ‘check-in’ foram reorganizadas, com horários diferenciados e com o incentivo à realização de procedimentos online, sempre que possível. Além da redução da ocupação máxima dos navios, as várias atividades a bordo também têm capacidade reduzida, com realização de grupos mais pequenos, horários diferenciados para as refeições e com medidas de higienização reforçadas. O uso de máscara, nos locais onde não é possível garantir o distanciamento social é exigido”, esclarece a APL.

Quanto ao reforço das medidas de saneamento, “apesar de os navios de cruzeiro terem há muitos anos procedimentos rigorosos de limpeza e desinfeção, os protocolos de limpeza das cabines, dos espaços comuns e das áreas técnicas foram reforçados”.

“Antes de cada viagem e sempre que o navio está em porto, é efetuada a limpeza de todas as cabines, suítes e áreas públicas, com higienizações e desinfeções ainda mais frequentes, incluindo o uso de tecnologias modernas de purificação do ar. Foi também aumentado o número de estações de desinfeção de mãos à entrada dos diversos espaços e nas áreas de circulação do navio”, assegura a APL.

Sobre o reforço dos recursos médicos a bordo, “os centros médicos a bordo foram modernizados e estão totalmente equipados com os mais recentes ‘kits’ de testes e medicamentos, com capacidade de cuidados intensivos, e a equipa médica foi reforçada”.

Por fim, no que se refere a excursões, “(…) os operadores apenas autorizam a saída a terra a passageiros e tripulantes que saiam numa excursão organizada e/ou controlada pelo navio a fim de evitar riscos de contaminação nos/dos locais visitados”.

Recomendadas

Novo Banco terá de cumprir requisitos de capital e passivos elegíveis de 17,52% a partir de 2022

Novo Banco terá de cumprir requisitos de fundos próprios e de passivos elegíveis (MREL) de 17,52% em 2022, segundo um comunicado enviado à CMVM.

Banco de Moçambique suspende Standard Bank do mercado cambial

Fonte ligada à área da comunicação no Standard Bank, em Maputo, confirmou a informação, mas referiu que, para já, a instituição não tem comentários a fazer.

Comissão de trabalhadores da Altice quer que Governo intervenha e trave despedimento coletivo

“Já solicitamos uma reunião com carácter de urgência ao dr. Pedro Nuno Santos (ministro das Infraestruturas e da Habitação) para pedir a intervenção da tutela contra a destruição de emprego com direitos na Altice Portugal”, lê-se na nota da comissão de trabalhadores enviada aos funcionários da Altice.
Comentários