“Negociar sem confrontação”. António Costa satisfeito com acordo entre Fectrans e Antram

O primeiro-ministro disse que “neste caso imperou o bom senso e o diálogo”, enaltecendo que foi conciliado “o respeito pelos direitos dos trabalhadores e os interesses das empresas, possibilitando negociar sem confrontação”.

DR Reuters Piroschka Van Der Wouw

António Costa reagiu na noite desta quarta-feira, através do Twitter, ao acordo “histórico” alcançado entre a Fectrans e a Antram.

O primeiro-ministro disse que “neste caso imperou o bom senso e o diálogo”, enaltecendo que foi conciliado “o respeito pelos direitos dos trabalhadores e os interesses das empresas, possibilitando negociar sem confrontação”.

O líder do Executivo não deixou de lançar um desafio ao SIMM e ao SNMMP, esperando que este acordo “seja um exemplo seguido por outros”.

Após a prolongada reunião de hoje entre a ANTRAM – Associação dos Transportadores Rodoviários Públicos de Mercadorias e a Fectrans, federação sindical filiada na CGTP, deu mais um passo no sentido do acordo entre as duas partes.

Ao final da reunião que teve hoje lugar, como o Jornal Económico avançou em primeira mão, quer André Matias de Almeida, representante da ANTRAM, quer José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans, estiveram sintonizados.

“Chegámos a um documento histórico, que precisa agora de acompanhamento governamental”, referiu André Matias de Almeida.

O representante da ANTRAM adiantou que “conseguimos construir este entendimento após algumas pontes de entendimento”.

Por seu turno, José Manuel Oliveira que “evoluímos num conjunto de matérias”.

“Há coisas que só poderemos referir depois do documento trabalhado”, revelou o coordenador da Fectrans.

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O documento divulgado pelo “Sunday Times” estima também que até 85% dos camiões que atravessam o Canal da Mancha “podem não estar preparados” para as formalidades das alfândegas francesas, o que provocaria longas filas que podem prolongar-se por dias.
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