Nervosismo domina Wall Street, que espera pela Fed

O mote de ontem foi mesmo o da inconstância, o típico “serrote”.

Depois de uma das maiores quedas diárias do ano logo a iniciar a semana, os índices até começaram a sessão de terça-feira com intenções de reverter parte dessas perdas, contudo a aproximação da conclusão da reunião da Reserva Federal (Fed), com os detalhes iniciais a serem divulgados hoje pelas 14h de Nova Iorque, ao que se seguirão as declarações de respostas de Jerome Powell aos jornalistas, o otimismo acabou por dar lugar à cautela, até porque a visibilidade sobre as consequências da queda da gigante chinesa Evergrande ainda é muito reduzida, quanto ao impacto que terá no sistema financeiro doméstico, mas igualmente na confiança dos investidores internacionais em continuar a apostar na segunda maior economia do mundo.

O mote de ontem foi mesmo o da inconstância, o típico “serrote” num dia em que a direção de mercado é muito disputada entre as duas frentes de forças, tendo uma pressão vendedora final acabado com as intenções dos touros em conseguir manter Wall Street à tona de água, levando o S&P500 e o Dow Jones a cederem terreno, enquanto que o Nasdaq conseguiu amealhar 0,22% de ganho fruto da sua maior força relativa no dia, não obstante os serviços de comunicação, onde se incluem os pesos pesados Google, Facebook e Netflix, terem encerrado no vermelho.

No mercado cambial continuou o vento da imparcialidade, ou seja o US dólar manteve-se inalterado face a um cabaz de outras moedas principais, o que não condicionou o movimento do segmento accionista, isto numa altura em que o EUR/USD está numa fase de decisão, podendo validar um padrão bullish de curto-prazo, ou um bearish de médio prazo, um sentido que está também ele dependente do que sair hoje da reunião do banco central norte-americano.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é diário.

 

O principal par de moedas pode ainda validar o Head & Shoulders invertido, apesar de já estar muito perto de anular essa possibilidade.

Recomendadas

S&P 500 inverte tendência de abertura e fecha no verde na antecâmara de resultados do sector tecnológico

Numa semana que verá gigantes tecnológicos como a Netflix ou a Tesla reportarem os seus resultados do terceiro trimestre, a expectativa quanto a números fortes quanto ao sector empresarial norte-americano acabou por levar a melhor face às preocupações do início da sessão causadas pelos desapontantes dados macro vindos dos EUA e da China.

PSI-20 fecha em queda alinhada com bolsas da Europa que foram afetadas pela China

O índice lisboeta fechou com 11 títulos em queda, dos quais se destacam os da Jerónimo Martins que recuaram -2,47%, os da Sonae que perderam -1,35% e os do BCP que voltaram a cair. Na Europa, os ventos asiáticos derrubaram bolsas. Crise energética faz subir yields.

Wall Street começa semana no vermelho depois de dados desapontantes nos EUA e China

A semana arrancou com dados negativos sobre a produção industrial americana e chinesa, onde os números do crescimento no terceiro trimestre também desapontaram ao mostrar uma evolução do PIB abaixo do esperado.
Comentários