Noocity quer pôr trabalhadores a fazer pausas à volta da horta (e não da máquina do café) no regresso aos escritórios

A startup do Porto está a recorrer à sustentabilidade ambiental para conectar os colegas nos intervalos do trabalho. Em Portugal conta com clientes como Microsoft, Farfetch, Natixis, Crown Plaza ou Sheraton.

A startup portuense Noocity acredita que, na estrutura das empresas do futuro, as pausas dos trabalhadores serão feitas à volta da horta e não apenas na rua ou junto à máquina do café e, com o plano de desconfinamento apresentado e o regresso aos escritórios no horizonte, a empresa de produtos e serviços ecológicos criou o programa “Liga-te à Terra” para fomentar a adopção de hortas corporativas.

O objetivo é envolver todos os colaboradores através da ligação ao campo e à sustentabilidade ambiental com a instalação de hortas nos espaços exteriores das empresas (terraços ou varandas) e promoção de atividades em torno das mesmas para melhorar as relações humanas e a qualidade de vida no trabalho.

O fundador e CEO da Noocity considera que as empresas, ao terem uma horta, “estão a contribuir para dinamizar a sua comunidade através de uma colaboração transversal, mas também a incentivar a criação de rotinas saudáveis no local de trabalho, com pausas que permitam às pessoas descontrair, reduzir o stress e fomentar relações com a sua equipa”.

Fundada em 2013, Noocity tem hoje cerca de 1.200 clientes individuais, com maior predominância em Portugal e França, e 100 corporativos, dos quais 70 se encontram em terras lusas. É o caso de empresas como a Microsoft, a Farfetch, a Natixis ou a Blip, restaurantes como o Boa Bao e o Pedro Lemos, na cidade do Porto, ou hotéis como o Crown Plaza, o Hotel Selina ou o Sheraton, em Cascais.

A startup fechou 2020 com um volume de negócios a rondar os 250 mil euros e, em 2021, a prevê alcançar um milhão de euros. “A pandemia despertou as pessoas para uma nova mentalidade e para a necessidade de viverem uma vida mais consciente – e também mais ao ar livre. O futuro do trabalho será certamente mais flexível, onde os próprios espaços de convívio dentro das empresas se transformam e reinventam em prol do seu bem-estar – e as hortas serão um elemento fundamental de ligação e conexão com as nossas origens”, afirma José Ruivo, em comunicado divulgado esta quarta-feira.

Recomendadas

CEO da X-Plora: “O turismo virtual foi um admirável mundo novo e veio para ficar”

A startup portuguesa que leva a tecnologia aos museus prepara-se para fechar uma ronda de investimento série A, que lhe permitirá apostar na inteligência artificial. “Vamos trabalhar mais o tema do turismo inclusivo”, disse a fundadora e CEO ao Jornal Económico.

Out of Office. Startup permite reservar restaurantes e hotéis para teletrabalhar

A empresa fundada por José Luís Pinto Basto pretende revolucionar a indústria dos coworks e ser uma espécie de Airbnb para o trabalho remoto.

Farol, a primeira aceleradora de startups para combater a escravatura moderna

A aceleradora que integra o Pacto Global da ONU está à procura de 15 empresas tecnológicas ou ONG com boas ideias para, durante seis meses, entrarem num programa que pretende responder aos ataques aos Direitos Humanos.
Comentários