Nova greve a 20 e 21 de setembro na STCP se não houver acordo

O plenário de trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) aprovou hoje alargar até 20 de setembro o prazo para a empresa chegar a acordo para um aumento salarial, disse à Lusa o dirigente sindical Eduardo Ribeiro. Inserido na manifestação que hoje à tarde reuniu cerca de 150 trabalhadores da STCP defronte da […]

O plenário de trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) aprovou hoje alargar até 20 de setembro o prazo para a empresa chegar a acordo para um aumento salarial, disse à Lusa o dirigente sindical Eduardo Ribeiro.

Inserido na manifestação que hoje à tarde reuniu cerca de 150 trabalhadores da STCP defronte da Câmara do Porto, o plenário visou a eventualidade de a greve, que vai durar até sábado em contestação ao aumento de 15 euros proposto pela empresa, não produzir uma solução que agrade aos trabalhadores.

Segundo Eduardo Ribeiro, do Sindicato dos Transportes Rodoviários Urbanos do Norte (STRUN), foi aprovado “conceder um prazo até 20 de setembro” à administração da transportadora “para chegar a acordo com os trabalhadores”.

Em declarações ao início da tarde, à margem da manifestação, Eduardo Ribeiro revelou que se a empresa “subir a proposta de aumento de 15 para 30 euros a greve termina”, sendo agora concedido “muito tempo para a empresa refletir”, acrescentou.

“Entretanto, amanhã [sexta-feira], seguirá o pré-aviso de greve para os dias 20 e 21 de setembro”, revelou o dirigente sindical.

Em resposta ao pedido de comentário da Lusa, a administração da STCP disse manter-se “fiel ao acordo assinado, em julho passado, com quatro sindicatos representativos da maioria dos trabalhadores da empresa e não deixará que estes acontecimentos prejudiquem o processo negocial que está a ser trabalhado”.

“Este processo negocial entre a STCP e estas quatro entidades sindicais mantém a calendarização prevista e retomará o seu curso já na próxima semana”, acrescentou.

Sobre a indicação de “novas greves promovidas pelo único sindicato que recusou assinar o acordo”, a transportadora disse entendê-las “como inevitáveis até à data da realização das eleições autárquicas, tendo em consideração a lógica que as tem presidido”.

Na defesa destas reivindicações, realizaram-se já duas paralisações, nos dias 13 e 20 deste mês, com adesões próximas dos 80%, segundo o STRUN.

No primeiro dia de greve, em 13 de agosto, registaram-se alguns incidentes entre trabalhadores, que motivaram a intervenção policial, tendo a STCP iniciado um processo de averiguações.

“Iniciou-se um processo de averiguações face à ocorrência verificadas, que dará origem, se for esse o caso, às consequentes responsabilizações”, esclareceu a administração da empresa em comunicado enviada à Lusa, no passado dia 20.

Para a STCP, “importa assegurar que o exercício do direito à greve respeite igualmente o direito a trabalhar, sem coações e sem medo. Do mesmo modo, devem repudiar-se sabotagens e danos ao material circulante”.

O STRUN desvalorizou, também em declarações à Lusa, os incidentes que marcaram o primeiro de vários dias de greve na STCP, negando propósitos de impedir o trabalho de motoristas não aderentes à paralisação.

A PSP informou ter sido chamada a intervir no dia 13 de agosto, em incidentes separados junto a duas estações de recolha da STCP, no Porto, envolvendo motoristas em greve que não quereriam deixar sair autocarros conduzidos por não aderentes à paralisação.

Os protestos foram convocados pelo Sindicato dos Transportes Rodoviários Urbanos do Norte para os dias 13, 20, 26 e 27, deste mês, entre as 00:00 e as 02:00 do dia seguinte.

A gestão da operadora de transportes urbanos do Porto é, desde o início do ano, assumida pelos municípios do Porto, Gaia, Gondomar, Matosinhos, Valongo e Maia.

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