Novo Banco agrava prejuízos no terceiro trimestre, perdas somam 572 milhões

O Grupo Novo Banco registou até setembro de 2019 um resultado líquido negativo de 572 milhões, contra um prejuízo de 391 milhões no período homólogo do ano anterior.

O Grupo Novo Banco registou até setembro de 2019 um resultado líquido negativo de 572 milhões de euros que compara com um prejuízo de 391 milhões no período homólogo do ano anterior. Prejuízos ficam a dever-se a perdas relacionadas com a venda de activos não produtivos.

Em comunicado, a instituição liderada por António Ramalho revela que o resultado negativo de 572,3 milhões de euros é “decorrente da combinação de uma perda de menos 712,4 milhões de euros na actividade legacy e de um ganho de mais 140,1 milhões de euros na actividade recorrente”. Os prejuízos do terceiro trimestre representam também um agravamento face ao resultado líquido negativo de 400 milhões de euros registado até junho deste ano.

Os prejuízos, segundo o Novo Banco, devem-se “a perdas relacionadas com o processo de reestruturação e desalavancagem de ativos não produtivos, designadamente o projeto Sertorius, o projecto Albatros, o projeto Nata III e o processo de venda da GNB Vida, cujo impacto negativo ascendeu a  menos 391 milhões de euros”.

O Novo Banco explica que à semelhança do exercício de 2018, apresenta os resultados até 30 de setembro de 2019 (não auditados) divulgando a informação separada entre o Novo Banco recorrente, que inclui toda a atividade bancária core, e o Novo Banco Legacy, realçando que esta separação permitirá aos clientes e outros stakeholders uma melhor compreensão sobre o processo de reestruturação do Banco em curso

Segundo a instituição liderada por António Ramalho, os aspetos mais relevantes relativos à atividade combinada durante este período prendem-se com o aumento do produto bancário comercial que ascendeu a 631,2 milhões de euros, mais 11,5% em termos homólogos, influenciado pelo crescimento na margem financeira (mais 22,0%), o qual, diz, “mitigou a redução nos serviços a clientes (menos 3%).

Destaca ainda os resultados de operações financeiras  que foram negativos em menos 44,3 milhões de euros, reflexo das perdas decorrentes da atividade legacy (menos 55 milhões). Em oposição, realça que a estes resultados, as reservas de justo valor relacionadas com a carteira de títulos de dívida pública apresentaram um aumento de cerca de 400 milhões de euros

Já os custos operativos apresentam uma redução de 0,5%, situando-se em 362 milhões de euros, “reflexo das melhorias concretizadas ao nível da simplificação dos processos e da otimização de estruturas com a consequente redução no número de balcões e de colaboradores, tendo os custos da atividade legacy apresentado uma redução significativa”

O Novo Banco informa ainda que o montante afeto a provisões no valor de 641 milhões de euros inclui 456 milhões para crédito, menos 2,2 milhões para títulos e 187 milhões para outros ativos e contingências, dos quais 35 milhões respeitam a provisões para reestruturação e 169,8 milhões de euros  relacionadas com a venda de ativos não produtivos (Projetos Sertorius, Albatros – Espanha e Nata II).

 

 

Ler mais
Relacionadas

PremiumNovo Banco vai pedir mais 700 milhões de euros ao Fundo de Resolução

Pedido ao Fundo de Resolução superior aos 600 milhões previstos no Programa de Estabilidade para 2020 visa reforçar os rácios de solidez financeira.
Recomendadas

Moody’s defende que BCE admite a criação de um ‘bad bank’ se o malparado disparar

A Moody’s dá nota positiva à criação de um ‘bad bank’ para absorver crédito malparado a nível europeu numa situação de prolongamento da crise e consequente aumento do volume de NPL (non-performing loans), que foi admitido pelo BCE.

PremiumAbanca decide até 31 de maio a compra do EuroBic

Preço final a pagar pelo Abanca pela compra do Eurobic continua a arrastar as negociações. Dia ‘D’ é 31 de maio, mas prazo poderá ser adiado.

Qual o futuro do dinheiro? Gerir, pagar e receber online, dizem especialistas

Se os cartões sem contacto já são uma realidade para muitos portugueses o mesmo não se pode dizer dos métodos de pagamento com dados biométricos ou através de acessórios, como anéis. No entanto, a pandemia veio mudar a visão dos mais céticos.
Comentários