Novo Erasmus+ arranca até final do primeiro semestre e vai contemplar alunos do ensino vocacional e profissional

O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, revelou esta sexta-feira que o programa está direcionado para o reforço das redes europeias de instituições de ensino superior com consórcios de instituições europeias e a abertura a outros níveis de ensino formal e informal.

Manuel Heitor, Ministro das Ciências Tecnologias e Ensino Superior | Cristina Bernardo

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou esta sexta-feira, 22 de janeiro, que o novo programa Erasmus + será lançado até ao final do primeiro semestre, ainda durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE), que decorre até 30 de junho de 2021, e compreende duas dimensões novas: a abertura ao ensino profissional e às redes de universidades europeias.

“A evolução do programa Erasmus para o futuro tem, pelo menos, duas linhas particularmente inovadoras: a abertura ao ensino vocacional e profissional – hoje bastante abordado por vários estados membros e, por outro lado, o novo programa de alianças das instituições de ensino superior”, afirmou Manuel Heitor, na conferência informal de ministros da Educação da União Europeia que hoje se realizou, no âmbito da presidência Portuguesa da UE.

Este caminho é o culminar do processo de evolução gradual do papel do Erasmus na construção europeia, salientou Manuel Heitor: “se há 10, 20 anos, o programa ficou concentrado na mobilidade de jovens, cada vez mais, o Erasmus é uma ferramenta clara para a construção de instituições europeias – esse é o desafio deste programa”.

No âmbito do projeto de construção de Universidades Europeias estão constituídas 41 redes, participando Portugal em 14, quer através de politécnicos quer através de universidades, como o Jornal Económico noticia na edição em papel de 22 de janeiro. “Essas redes, salientou o ministro, “cada vez mais, serão casos de estudo para testar, quer a dimensão social do Erasmus quer os elementos de carreiras, nomeadamente carreiras docentes e de investigação, quer a troca de materiais”.

A comissária europeia da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, que também participou na conferência de imprensa, considerou o Erasmus+ “um dos programas emblemáticos”, recordando o seu papel de impulsionador do desenvolvimento pessoal, social e profissional de mais de 10 milhões de pessoas. O programas nasceu em 1987 e mobilizou  os sectores da educação, formação, juventude e desporto durante as últimas três décadas.

O novo Erasmus+, é considerado um fator essencial para alcançar o Espaço Europeu de Educação (European Education Area) em 2025, vai contar com um orçamento de 26 milhões de euros e será não só mais inclusivo e inovador, mas também mais digital e “verde”.

A conferência de ministros da Educação e Ensino Superior teve como tema “A caminho da Cimeira Social do Porto: a contribuição da Educação e Formação”, que se realiza em maio, na cidade Invicta.

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