“Nunca antes visto”: imobiliário bate recorde em 2018 e deverá alcançar 3,3 mil milhões

Número de casas vendidas subiu 19%, a ocupação para escritórios esteve próxima do maior pico de sempre e o imobiliário comercial registou um investimento acima dos 3 mil milhões de euros. Ano que agora findou pode ser recordista para Portugal, admite consultora imobiliária JLL.

O ano de 2018 foi um ano recordista para o mercado imobiliário português. De acordo com a consultora imobiliária JLL, vários segmentos daquele mercado atingiram novos máximos durante o ano que terminou na segunda-feira.

Segundo o comunicado divulgado pela JLL esta quarta-feira, é expectável que o investimento em imobiliário comercial registe os 3,3 mil milhões de euros, “um volume nunca antes visto em Portugal e que reforça a posição do país no mapa mundial dos investidores”.

Para o diretor-geral da JLL Portugal, Pedro Lancastre, “o mercado imobiliário voltou a surpreender em 2018, sobretudo pela intensificação no ritmo de concretização de negócios, superando, assim, os níveis de atividade do ano anterior, já muito elevados e recorde em muitos segmentos”.

Também no segmento ‘escritórios’, foram alcançados máximos dos últimos dez anos, com a ocupação para locais de trabalho a atingir os 210 mil m2, estando este valor “muito próximo do pico mais alto do mercado em 20 anos (atingido em 2008)”.

“A habitação é outro segmento que surpreende, com o número de casas vendidas em Portugal a crescer 19% e os preços a subirem acima dos 10% no país e dos 20% em Lisboa”, lê-se na nota.

“Temos hoje um mercado imobiliário que merece uma abordagem estratégica por parte dos operadores internacionais, que não é mais visto como um alvo oportunístico. O país provou ter capacidade não só de atrair como de reter o capital estrangeiro, quer estejamos a falar de investimento institucional em ativos de grande porte, de investimento em promoção, na ocupação de escritórios ou na compra de casa”, salienta Lancastre.

Apesar da efervescência do mercado imobiliário no ano passado, o responsável da JLL Portugal considera que oferta não consegue acompanhar a procura. “Neste momento, só a oferta é um constrangimento real a uma maior aceleração da atividade, por não conseguir ainda acompanhar a procura latente”, frisou o diretor-geral.

(atualizada)

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