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Nunca Portugal teve tanta energia produzida em barragens e a partir do sol como em 2025

Produção de eletricidade a partir da água e do sol atingiu máximo histórico em 2025. Portugal já conta com mais potência solar do que eólica. Unidades solares de auto-consumo dispararam.
7 Fevereiro 2026, 10h01

As barragens têm estado em destaque nas notícias nos últimos dias devido às descargas realizadas para acomodar mais água com dias intensos de chuvas devido a várias tempestades.

Recuando um pouco no tempo, nunca as barragens portuguesas produziram tanta eletricidade como em 2025. A produção de energia hídrica atingiu um novo máximo, a par da energia solar. Tanto a solar como a hídrica atingiram novos recordes de capacidade instalada. Outro recorde: a energia solar fotovoltaica já ultrapassou mesmo a potência da energia eólica.

A água foi a rainha das energias renováveis no ano passado. Com 18.865 GWh, liderou o ranking de produção de eletricidade verde, com a eólica na segunda posição (13.800 GWh) e a solar fotovoltaica na terceira (8.730 GWh).

Quatro meses foram cruciais para atingir este recorde: fevereiro, março, abril e dezembro, com mais de 2.00 GWh produzidos em cada um, segundo os dados da Direção-Geral de Energia (DGEG).

A bacia hidrográfica do Douro surge em destaque, com mais potência (4,1 gigas) e maior produção 10,8 mil GWh.

E 2026 arrancou com semanas muito chuvosas com a passagem de um comboio de tempestades por Portugal que tem trazido muita precipitação a todo o país.

A série histórica recua até 1997 quando foram produzidos apenas 13.000 GWh.

Mas nesta altura, a capacidade era muito inferior: 4.217 MW instalados de hídricas (ano de 1998) face aos 8.248 MW instalados em 2025. Nos últimos anos, entraram em operação as três novas centrais do complexo do Tâmega com mais de 1 giga de potência hídrica.

Mas há mais máximos. A energia solar fotovoltaica também fechou o ano com uma produção recorde: 8.732 GWh.

E também há novo máximo na capacidade instalada da solar: 6.816 MW, com 3.700 MW a corresponderem a centrais convencionais, com destaque para a as unidades de produção de autoconsumo que atingiram as 2.400 MW.

A fotovoltaica contava com apenas 500 MW em 2016: 285 MW convencionais e 43 MW de autoconsumo.

Por mês, destaque para maio, junho, julho e agosto, com marcas acima de 1.000 GWh em cada um destes meses.

Já a produção de energia eólica recuou face a 2024 para os 13.800 MW. Em termos de potência instalada, a capacidade subiu apenas 5 MW para um total de 5.965 MW.

Recuando no tempo, em 1998 a potência instalada de eólica era de apenas 45 MW, com a solar fotovoltaica a não atingir sequer 1 MW, ficando pelos 0,7 MW.

Na eólica, destaque para os meses de janeiro, março e novembro, com registos acima de 1.400 GWh em cada.

Na eólica, a região centro foi onde se produziu mais eletricidade com quase 7 mil Gwh, enquanto que na solar, o Alentejo foi a região mais produtiva com mais de 3 mil GWh.

A produção de energias renováveis cresceu 2 pontos face a 2024 para mais de 45 mil GWh, com a produção hídrica a crescer 1,5 pontos. As renováveis pesaram 66% no mix energético total.

Dentro das renováveis, mais de 70% da produção pertence às tecnologias eólica e hídrica.

A potência renovável em Portugal atingiu quase 22 gigawatts no final de 2025. Deste total, mais de 3 gigas pertencem a instalações de produção descentralizada, que subiu 500 MW em 2025.

Nos últimos 10 anos, as tecnologias que mais cresceram foi a solar fotovoltaica e a hídrica (6,3 gigas e 1,4 gigas).


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