Infelizmente, apesar de toda esse voluntarismo frequentemente histriónico que a caracteriza, revela-se tarefa quase impossível convocar a nação para aquele que deveria ser o seu maior desígnio: a reforma do estado e a libertação da sociedade.
Em Portugal, a Monarquia, a 1ª República e o Estado Novo foram sempre, independentemente de pequenos matizes susceptíveis de os diferenciar entre si, marcados pela vocação estatizante e hegemónica, pelo centralismo asfixiante, por um paternalismo bacoco e por uma irresistível tentação pelo assistencialismo.
Lamentavelmente, a Democracia, ao invés de as tentar eliminar ou pelo menos esbater, tem vindo a acentuar ou mesmo multiplicar todas estas marcas, tendo transformado os portugueses em geral numa multidão de indivíduos temerosos, reverentes, pedinchões e verdadeiramente sequestrados pelo estado.
Conteúdo reservado a assinantes. Leia aqui o conteúdo completo. Edição do Jornal Económico de 10 de outubro.



