O imobiliário pós-Covid-19

As rendas, em geral, irão baixar. Com a rentabilidade em queda, o valor dos imóveis tenderá também a ajustar em baixa.

Até ao início da pandemia, o mercado imobiliário português vivia um momento de particular fulgor. Eram vários e bem conhecidos os fatores que ajudavam o imobiliário, destacando-se o crescimento económico, a diminuição do desemprego, a oferta abundante de crédito, o crescimento do turismo, os vistos gold, a chegada de muitos residentes e estudantes estrangeiros, a atratividade de Portugal como localização de centros de serviços partilhados, entre outros.

Em Portugal, a pandemia está a impactar de forma relevante todos estes fatores. Por um lado, observam-se efeitos de “choque”, como o colapso do turismo, o aumento do desemprego e a diminuição do rendimento das famílias. Noutras vertentes, verifica-se a aceleração de tendências que já vinham de trás, como o desenvolvimento das práticas de teletrabalho e o crescimento do comércio online, que retiram interesse a muitos imóveis afetos a escritórios e ao retalho.

Assim, há uma consequência que parece clara: as rendas, em geral, irão baixar. Muito “alojamento local” passará para utilização residencial, as lojas e escritórios terão menor atratividade e os preços na hotelaria nas cidades tenderão a cair. E, com a rentabilidade em queda, o valor dos imóveis tenderá também a ajustar em baixa.

Ainda assim, Portugal poderá ter oportunidades no setor porque o país ficará relativamente ainda mais barato e continua a ser percecionado como seguro. No entanto, necessita que seja restabelecido o fluxo de pessoas e que a economia volte a crescer.

Recomendadas

Wall Street navega em terreno de consolidação

No campo político o dia foi de nova desilusão. Republicanos e Democratas do Congresso dos EUA não recolheram apoio suficiente para a sua proposta bipartidária, de cerca de 900 mil milhões de dólares em apoios à economia.

PSI 20 penalizado pelas quebras da Galp Energia e BCP

O principal índice bolsista é penalizado por oito empresas cotadas no vermelho. Outras oito negoceiam em alta.

Bolsa de Nova Iorque encerra sem tendência definida

A ‘speaker’ democrata da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria republicana, Chuck Schumer, defenderam o novo pacote de estímulos de 908 mil milhões de dólares.
Comentários