O novo CIO, o quase super-herói da Marvel

Alguns estudos indicam que mais de 80% dos CIO alargaram bastante o seu raio de intervenção para lá de funções TI e de gestão de Informação. Passaram a ser multi-competências. Será que existem?

A função de CIO é conhecida como significado de “Chief Information Officer “, isto é, alguém que numa organização coordena, gere o conhecimento e os dados, garantindo que os mesmos estão disponíveis a quem deles necessita. Mas, se até há algum tempo, este era o perfil que “humanizava” o “Chief Technology Officer”, dando um foco de negócio à tecnologia, hoje o seu papel é muito mais alargado e influente dentro de uma empresa, influenciando claramente a sua sustentabilidade e crescimento.

No atual mundo de Transformação Digital, o “novo” modelo de CIO tem desafios muito maiores, pois exige-se que tenha uma polivalência de conhecimentos muito mais alargado, quer do ponto de vista de entendimento do foco interno e externo das organizações, quer do ponto de vista de conhecimento tecnológico e de negócio. Isto é, necessita de ter competências estruturadas de culturas organizacionais, contextos políticos, análises de mercado, evolução de tendências e hábitos de clientes, usabilidade e experiência de uso, para além dos desafios tecnológicos e suas arquiteturas, inerentes à evolução digital em curso.

Estamos perante dois eixos críticos e estruturais de competências desafiantes para o CIO: o eixo Interno-Externo da empresa e o eixo Tecnologia-Negócio.

O papel do CIO é assim alguém que passa a ser um pivô organizacional, que tem a obrigação de ter uma visão transversal, e não apenas da Informação operacional e técnica na empresa. Alguns estudos indicam que mais de 80% dos CIO alargaram bastante o seu raio de intervenção para lá de funções TI, para além de funções de gestão de Informação.

Na realidade, um CIO tem de estar preocupado com outros “Is” desafiantes.  O desafio do “I” de Integração de novas tecnologias na própria organização e como estas se podem transformar no “I” da Inovação e Intraempreendedorismo para o negócio, isto é, como é que conseguimos potenciar novas tendências tecnológicas a favor da empresa. Tal como, o “I” das Infraestruturas técnicas e arquiteturas tecnológicas internas capazes de garantir a capacidade operacional e analítica do “I” da Inteligência competitiva de apoio ao negócio.

Os CEO nunca tinham dependido tanto dos CIO como atualmente. Com a Transformação Digital, a tendência é criar ainda maiores dependências. São os CIO quem tem um peso essencial na evolução dos processos de inovação, tal como na influência exercida nas eficiências criadas pelas reengenharias de processos de negócio. Estão na linha da frente estratégica para a criação do valor acrescentado que o mundo digital trará também ao mundo físico das organizações.

São várias as referências de empresas que consideraram as estratégias digitais e de sistemas de informação como atividades core na cadeia de valor e que, com isso, alcançaram resultados acima da concorrência, quer em receitas, quer em margens. Passaram a ser mais eficazes e eficientes!

Por isto tudo, o desafio é mesmo, onde estão esses CIO multi-competências e como poderão ser desenvolvidos? Estarão no mundo da Marvel ou da DC Comics? Parecem cada vez mais super-heróis… Será que existem mesmo?

Recomendadas

Recorde no Airbnb. Mais de 4 milhões de pessoas reservaram alojamento numa só noite

10 de agosto foi um dia histórico para a empresa criada em 2008.

Valor gerido por fundos de investimento imobiliário cai 26 milhões de euros em julho

A Interfundos (13,1%), a Norfin (10,4%) e a Square AM (10,3%) detinham as quotas de mercado mais elevadas em julho.

Há outro sindicato em guerra com o Governo, agora por causa da Ryanair

“A partir deste momento, os trabalhadores portugueses ficam a saber que para o Governo português só se podem fazer greves de um ou dois dias”, acusa o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil.
Comentários