O que dizem as empresas sobre eficiência energética?

Sustentabilidade e consciencialização ambiental não são meras expressões. São fatores sociais que entroncam na crescente exigência dos consumidores na hora de tomar decidões. Melhorar a eficiência energética é mais do que aumentar o conforto do espaço, é reduzir a fatura energética ao longo do tempo.

A eficiência energética é, cada vez mais, uma das principais preocupações dos consumidores, tanto no segmento residencial como empresarial. qual a abordagem da sua empresa para ir ao encontro dessa crescente preocupação?

 

Nuno Filipe Garcia, Diretor geral da GesConsult

A GesConsult é uma empresa focada na gestão e fiscalização de obras e atua nas diversas fases do empreendimento. Inicialmente, tem a responsabilidade de apoiar o dono de obra na tomada de decisão das melhores soluções técnicas a implementar no seu projeto, para a seguir fazer o acompanhamento da sua implementação em obra.

O mercado oferece, hoje em dia, uma panóplia muito diversificada de opções técnicas, quer estejamos a falar de sistemas de isolamento, climatização ou nos sistemas de aproveitamento de energia, todas elas essenciais para garantir uma boa eficiência energética do imóvel. É, por isso, fundamental que os donos de obra possam confiar em parceiros que analisem e estudem o custo-benefício de cada solução, de modo a tirarem o melhor proveito do seu investimento. Apoiar os clientes a não cometerem erros básicos nesta área é uma das nossas missões. Por exemplo, é frequente vermos os clientes focados na marca da caixilharia que vão colocar na sua obra e a desprezarem por completo o tipo e características do vidro a instalar. Ou preocupados com o acabamento que vão ter nas fachadas do seu empreendimento e não terem em consideração as soluções que melhor lhes permite corrigir pontes térmicas e garantir um isolamento adequado à sua habitação. E claro, é preciso ter também em conta que cada projeto precisa de soluções à sua medida: as preocupações energéticas numa residência ou em espaços de escritórios são, habitualmente, dispares, porque a utilização dos espaços também será muito diferente. Quando passamos para a fase de obra e definidas as soluções técnicas, cabe-nos a nós garantir que estas são instaladas em conformidade com o definido em projeto e com a qualidade pretendida. A garantia de uma boa eficiência energética está nos pormenores, porque não adianta investir numa solução de caixilharia topo de gama se depois não garantimos um bom isolamento na caixa de estore; ou se existe um investimento grande em isolamento térmico, mas depois não existe uma preocupação na correção das pontes térmicas. É fundamental que a obra seja acompanhada por uma equipa técnica que esteja atenta e salvaguarde os interesses do dono de obra.

Todo este investimento dará os seus frutos durante a vida de exploração do imóvel, não só na qualidade e conforto na utilização do espaço como no impacto na fatura energética ao longo do tempo, que pode ser bastante significativo.

 

 

José Luís Guerreiro, Manager dos Trabalhos de Modernização da Schindler

O aumento da consciencialização ambiental é um fator social que vai ao encontro do compromisso de sustentabilidade e eficiência energética cada vez maior por parte das empresas. Para a Schindler, uma multinacional de referência no setor de mobilidade vertical, que diariamente transporta cerca de mil milhões de pessoas em todo o mundo, a sustentabilidade é encarada como uma mentalidade intrínseca ao nosso ADN. Há vários anos que assumimos este compromisso para com a sociedade e gerações futuras, de tal forma que conseguimos melhorar o rendimento ecológico dos nossos produtos e processos em mais de 50% e reduzir a nossa pegada de carbono em 16%, na última década. Atualmente, continuamos a apostar em Investigação & Desenvolvimento, para integrar novas tecnologias que permitam uma cada vez maior poupança energética. Os desafios que assumimos permitiram-nos desenvolver o sistema inteligente Schindler PORT, ideal para elevadores em edifícios de grande tráfego. Ao otimizar o número de viagens e rentabilizar os trajetos, garante altos níveis de eficiência energética. Uma das nossas propostas mais inovadoras é também o Schindler Ahead, um serviço que assenta no potencial da “Internet of Things”. Esta plataforma torna a manutenção e gestão do equipamento mais orientada e permite diagnósticos precisos, através da conectividade digital, aumentando a disponibilidade. No setor residencial e comercial os nossos produtos contemplam componentes 80% recicláveis e de baixo consumo, com opções inteligentes de gestão energética. A Schindler cumpre ainda a certificação BREEAM, que inclui diretivas específicas para meios de elevação. Além do controlo de velocidade com variador de frequência e da utilização de iluminação LED, destacamos o modo “standby”, que permite uma poupança energética de até 40% no setor residencial; e os variadores de frequência com regeneração de energia, que é reintroduzida no sistema do edifício, permitindo até 30% de poupança energética no setor comercial.

 

 

Mariana Morgado Pedroso, Arquitecta da Architect Your Home

No Architect Your Home, temos uma equipa de arquitectos amplamente experientes na área residencial, alguns deles especializados na área da eficiência energética, o que nos permite oferecer aos clientes projectos pensados com esta questão sempre em mente. Aconselhamos os nossos clientes, quer seja na escolha de materiais que melhor desempenho têm, para a reabilitação e para a construção nova, quer seja numa pesquisa permanente para nos mantermos actualizados face ao que se pode aplicar na nossa área de actuação.

 

 

Joana Lima, Responsável pelo segmento de Reabilitação da Predibisa

As preocupações energéticas e ambientais são cada vez mais uma preocupação transversal a todos os setores de atividade, entre eles o imobiliário.

Com base na experiência que a Predibisa adquiriu ao longo dos 30 anos de atividade e pelo facto de operar nas diversas áreas do setor imobiliário, desde o residencial, o industrial e logística, até ao turismo e escritórios, aquilo que a Predibisa procura fazer é transmitir e impulsionar as melhores práticas aos promotores e a todos os que estão envolvidos na conceção do produto imobiliário, para que o mesmo vá de encontro às expetativas dos consumidores, que são cada vez mais conhecedores e exigentes.

A Comissão Europeia tem publicado nos últimos anos diretivas sobre eficiência energética, que visam reduzir o consumo de energia nos edifícios e sensibilizar para a eficiência energética. Outro dos objetivos é que os Certificados Energéticos sirvam de elemento de apoio na decisão de um negócio imobiliário, seja ele de compra, venda ou de arrendamento.

A Predibisa tem a preocupação, não apenas legal, que todos os imóveis angariados e que fazem parte da nossa base de dados tenham a menção do Certificado Energético.

No segmento da reabilitação urbana os promotores também se preocupam em subir dois níveis de qualidade do Certificado Energético para obtenção de benefícios fiscais.

Na área empresarial mais ao nível dos escritórios, das residências universitárias, há uma grande e constante preocupação na questão da sustentabilidade dos edifícios e de poderem ter uma classificação LiderA – sistema de avaliação e certificação da sustentabilidade. Cada vez mais as empresas ocupantes desses edifícios têm preocupações de gastos energéticos.

Em suma, uma otimização da eficiência energética dos edifícios é fundamental para a sustentabilidade energética do país.

 

 

Alberto Godinho, General Manager da Audi em Portugal

A Audi está a transformar-se num fornecedor de mobilidade elétrica – um processo que envolve todas as áreas da empresa.

Para isso, a aposta nos carros eletrificados é total. Temos a ambição de que, em 2025, 40 % das vendas sejam feitas com carros eletrificados. Para isso, iremos ter um total de 30 modelos eletrificados, dos quais 20 serão 100 % elétricos. Já este ano, iremos ter um forte crescimento na oferta destes modelos. Assim, ao e-tron que lançamos em 2019, iremos juntar o e-tron Sportback, e-tron S e e-tron GT. Lançaremos também os e-tron 50 e e-tron sportback 50. Também temos este ano uma gama de Híbridos Plug-In, que inclui desde já o Q5, A6, A7, A8 e Q7, a que se juntará mais tarde o novo A3.

Mas também a área da produção está a alinhar-se cada vez mais com a sustentabilidade. Até 2025, todas as fábricas terão que ser neutrais no impacto climático. A fábrica de Bruxelas, onde são fabricados os e-tron é, desde o seu início de produção em 2018, neutra em termos de emissões de CO2. Isso foi alcançado por conversão para eletricidade verde, instalando o maior sistema fotovoltaico da região. Assim, a fábrica alcançou uma redução de emissões de 40000 ton./ano de CO2. Este ano de 2020, começará a ser utilizado na fábrica de Gyor (onde é produzido o Q3), o maior parque fotovoltaico da Europa instalado em edifícios, no telhado de 2 edifícios e com uma área total de 160000 m2, que permitirá uma redução de emissão de 6000 toneladas de CO2. Mas para que a mobilidade elétrica seja uma realidade, é fundamental assegurarmos o acesso a uma infraestrutura de carregamentos ajustada às necessidades dos utilizadores. Nesse sentido, a Audi oferece aos seus clientes o Serviço de Carregamento e-tron, em que, através de um só cartão, os nossos clientes têm acesso a mais de 130 000 postos de carregamento através da Europa recebendo apenas uma só fatura e beneficiando de condições comerciais especiais. No caso de Portugal, os nossos clientes têm acesso a todos os postos de carregamento pertencentes à rede mobi-e. De destacar que a Audi, em conjunto com outras marcas automóveis fundou em 2017 a Ionity, que disponibiliza uma rede de carregadores rápidos através de 25 países europeus. Em resumo, a Audi aposta fortemente num futuro elétrico. Mas um futuro elétrico sem compromissos, continuando a privilegiar aquilo que caracteriza a marca, o seu ADN. Por isso lançamos também o nosso novo posicionamento: “A Audi Liberta a Beleza da Mobilidade Sustentável”.

 

 

João Moura Santos, Diretor de Departamento de Gestão de Projetos da Coporgest

Os edifícios desenvolvidos pela Coporgest têm características únicas de localização na cidade de Lisboa, nomeadamente na sua zona histórica e por isso com os condicionalismos inerentes já referidos anteriormente. Para além da localização e qualidade construtiva, quem adquire um imóvel à Coporgest tem igualmente a garantia de adquirir um imóvel que lhe irá proporcionar um elevado conforto térmico e acústico. Este conforto, que é invisível quando se adquire um imóvel em planta, é obtido através dos nossos requisitos de construção que são muito acima da média em relação aos empreendimentos do mercado imobiliário conhecido. A Coporgest tem uma estrutura interna de Engenheiros e Arquitectos que permite um acompanhamento muito próximo do desenvolvimento dos nossos empreendimentos quer em fase de projecto, quer em fase de obra. A nossa exigência de qualidade inicia-se com a implementação de soluções que fomos desenvolvendo com os nossos projectistas ao longo dos anos e que continuamos a aperfeiçoar em cada projecto. O apuramento de soluções com eficiência energética nos nossos imóveis permitiu alcançar, na maior parte dos casos, classe energética elevada, o que reflecte uma diminuição do consumo energético e uma consequente redução de emissões de CO2.

Para além da actividade de promoção imobiliária, a Coporgest gere uma área de negócio no sector de turismo através da marca Lisbon Best Apartments. A LBA opera seis unidades de alojamento local no centro de Lisboa, sendo que estes edifícios foram igualmente desenvolvidos pela Coporgest. Nestes casos, do ponto de vista de cliente, seguimos com particular interesse o retorno do investimento das soluções com eficiência energética elevada, visto que somos no final do ciclo os principais beneficiários da implantação das mesmas. O resultado é claramente positivo, pois verifica-se que os consumos energéticos são relativamente baixos, quando comparados com unidades semelhantes de outros operadores do mesmo sector.

É sempre possível obter um equilíbrio entre o conforto térmico e a eficiência energética, no entanto, este irá depender do investimento que se está disposto a realizar.

 

 

Miguel Garcia, Administrador da Garcia Garcia

Desde há alguns anos que a Garcia Garcia tem vindo a apostar nestas áreas, procurando implementar nos nossos projetos soluções que respondam a estas preocupações.

A problemática da economia circular, da eficiência energética, da minimização da pegada ambiental e da redução dos custos de operação estão no centro da nossa ação. Temos investido na construção sustentável, procurando novas formas de trabalhar, novos materiais e processos. Para o efeito, temos procurado estabelecer parcerias com centros de competência internacionais, de forma a desenvolver o nosso know-how.

Mas não estamos sozinhos neste caminho. Os nossos clientes, sejam eles residenciais ou empresariais, estão cada vez mais disponíveis para soluções que minimizem o impacto ambiental e maximizem a eficiência energética. Sentimos que existe uma preocupação genuína dos investidores com estas questões que, até recentemente, eram consideradas como menores.

A Garcia está já capacitada para intervir ao abrigo do referencial BREEAM, que utiliza medidas de avaliação de desempenho reconhecidas internacionalmente, com quadros técnicos certificados ao abrigo deste normativo. E, recentemente, para o segmento do hospitality, tivemos a oportunidade de desenvolver um projeto de Design & Build pela norma LEED.

O LEED e o BREEAM, desenvolvidos, respectivamente, nos Estados Unidos e no Reino Unido, são os sistemas de referência quando o tema é a eficiência energética. Estão orientados para a promoção de uma construção mais sustentável, capaz de gerar benefícios económicos, ambientais e sociais para todos os stakeholders. São ainda sinónimo de valorização dos imóveis, pois asseguram que no projecto de construção nada foi deixado ao acaso. Edifícios com estas certificações são uma garantia de sustentabilidade – energia, consumo de água, emissão de CO2, entre outros.

Para além do anterior, todos os projetos da Garcia Garcia respondem sempre, no mínimo, ao RECS e REH, mesmo que por questões legais não seja exigida a certificação.

 

 

Rui Torgal, Diretor geral da ERA Portugal

A construção em Portugal é ainda pouco eficiente a nível energético, no entanto, o setor já começa a trabalhar para resolver este problema e é nítido que o próprio consumidor tem também vindo a demonstrar uma certa preocupação nesta matéria. Nos últimos anos, na Europa e em Portugal, tem sido produzida legislação com níveis de exigência altos relativamente à melhoria do desempenho energético e das condições de conforto dos edifícios. Com a reabilitação urbana, a construção nova e o consequente progresso energético dos edifícios tem-se criado grandes oportunidades para corrigir situações inadequadas do ponto de vista energético e que proporcionam uma melhoria da qualidade térmica dos edifícios e das condições de conforto de quem usufrui do imóvel. Sabemos que casas bem construídas, bem isoladas e detentoras de métodos de aquecimento eficazes significa termos habitações mais eficientes do ponto de vista energético. A pensar na sustentabilidade, na energia, no conforto e na consequente poupança para o consumidor, a ERA criou o programa Obra Nova ERA. O projeto foi lançado com o objetivo principal de permitir aos promotores e investidores imobiliários identificar as melhores oportunidades de construção no país, no entanto, ao oferecermos construção nova, de qualidade e energeticamente eficientes, estamos, ao mesmo tempo, a construir edifícios com classificações energéticas altas, com elevadas condições de conforto e de qualidade térmica. Este projeto tem vindo a contribuir para acelerar a eficiência energética dos imóveis no nosso país, tendo já concretizado mais de 50 protocolos de parceria com promotores imobiliários nacionais, e permitindo à ERA comercializar 250 empreendimentos em 2019, ano de lançamento do projeto. O Obra Nova ERA tem-se tornado numa excelente alavanca para ajudar o setor a beneficiar de cada vez mais empreendimentos sustentáveis e com uma elevada eficiência energética, que contribuem não só para uma larga poupança nos gastos energéticos.

 

 

Axpo, Porta voz

A nossa especialização em projetos inovadores de eficiência energética converte a Axpo num poderoso aliado de negócio, ajudando as empresas a tornarem-se mais eficientes, sustentáveis e competitivas. Uma das principais dificuldades é a capacidade de financiamento, sobretudo nas pequenas e médias empresas, para investir na transformação energética dos seus negócios. Este factor é um dos principais entraves à implementação de medidas de eficiência energética adequadas, que será ainda mais acentuada nos próximos meses, devido à crise provocada pelo COVID-19. Espera-nos uma crise que será especialmente dura para as pequenas e médias empresas do nosso país. É por isso que financiamos os projetos de eficiência energética dos nossos clientes a 100%, para que não tenham que descapitalizar-se para conseguir essa transição. Esta medida abarca as várias soluções de eficiência energética que disponibilizamos, desde sistemas de autoconsumo fotovoltaico, iluminação LED, compensação de energia reativa, entre outras. A Axpo garante assim o financiamento a 100% de todo o projeto, permitindo que os clientes empresariais reduzam os custos energéticos e possam amortizar o financiamento em pequenas quotas na fatura de eletricidade. Dependendo das medidas de eficiência a aplicar em cada sector de atividade, é possível obter uma redução do consumo energético superior a 70%. Se analisarmos, por exemplo, a relação custo-benefício da instalação de unidades de autoconsumo fotovoltaico, podemos ter uma poupança muito expressiva a longo prazo, uma vez que os equipamentos têm uma vida útil elevada. Estamos a falar de poupanças de milhares de euros por ano que se podem atingir com certas medidas. Em termos de amortização do capital, na maioria dos casos a poupança obtida permite rentabilizar o investimento em menos de 5 anos. Em determinados projetos, o prazo pode ser um pouco mais alargado mas a poupança a longo prazo também será mais alta. Podemos dar o exemplo da Dan Cake, que confiou na Axpo para implementar um sistema de autoconsumo fotovoltaico numa das suas fábricas e a redução dos custos energéticos nos próximos 20 anos representa uma poupança superior a 2 milhões de euros.

 

 

Massimo Senatore, Diretor Geral da BMW Portugal

Apesar de inúmeros desafios e condições ambientais voláteis, continuamos a preparar sistematicamente respostas aos desafios tecnológicos do futuro e estamos a trabalhar no caminho para um maior crescimento e um significativo lucro sustentável, com o tema da eficiência energética no topo das nossas prioridades. O uso eficiente e económico de energia representa um fator chave de sucesso e, por isso, temos trabalhado continuamente para economizar recursos e reduzir o consumo de energia, otimizando processos e investindo em tecnologias mais eficientes. Nomeadamente, através de medidas concretas, tais como:

1. O aumento da geração de eletricidade a partir de sistemas combinados de calor e energia e a substituição de luzes por LEDs em todas unidades fabris, que permitiram economizar mais de 67.700 MWh em energia e evitar emissões de CO2 de aproximadamente 28.000 toneladas;

2. A melhoraria de processos para reduzir o consumo de energia nas fábricas. A redução do tempo de fusão permitiu-nos economizar mais de 11.000 MWh de energia a cada ano e reduzir significativamente as emissões de CO2 do processo de fusão, obtendo uma economia anual de aproximadamente € 350.000;

3. O desenvolvimento de projetos de digitalização para dados de consumo e produção de energia. Ao analisar os números de consumo de energia de estruturas de fabricação complexas e do sistema de gerenciamento de instalações, conseguimos determinar as condições operacionais ideais e, com base nisso otimizar constantemente os processos e aumentar a eficiência energética, por meio de abordagens inovadoras. Esta abordagem posicionou o BMW Group como uma das empresas mundiais preocupadas em corresponder às metas globais estabelecidas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Através de soluções de inovação para a redução do consumo de energia e intensidade energética, conseguimos alcançar as normas 7,8,12 e 13 que expõem o acesso a energia sustentável, promover o crescimento económico e padrões de consumo e produção sustentados, e tomar medidas urgentes no combate às mudanças climáticas. No contexto Europeu, a redução do consumo de energia e do desperdício energético assume uma importância cada vez maior. Conscientes da atual realidade e, como parte de uma estratégia conjunta, a nível Europeu, com vista a integrar as melhores políticas energéticas europeias, estamos neste momento a selecionar um parceiro que detenha uma posição similar e relevante no mercado na área da eletrificação e prestação de serviços. Com o apoio desse parceiro, iremos assegurar a disponibilização de produtos e serviços premium em áreas tais como, Home/Office Charging, Public Charging, Consultoria energética para clientes B2C e B2B, Rede de concecionários, BMW Portugal, e respetivos colaboradores destas entidades. A eficiência energética com soluções baseadas em fontes renováveis e smart hardware, com integração nos nossos serviços digitais, irá ser o foco da oferta que pretendemos disponibilizar ao mercado, ainda este ano, preparando assim a nossa organização, dos nossos clientes e parceiros para a ofensiva de modelos eletrificados prevista para os próximos anos. Com isto, o BMW Group procura manter uma posição de liderança no segmento ‘premium’ global até 2020, enquanto cria igualmente as condições certas para se tornar numa das principais ‘players’ do mercado no que toca à eficiência energética com impacto na vida do automóvel desde a fábrica onde é construído, até ao nível de emissões.

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