O que fazer às minhas poupanças em tempo de crise

O pânico afetou os mercados com quedas generalizadas nas várias classes de ativos. É possível que as suas poupanças tenham também sofrido uma grande desvalorização. Neste contexto é natural que se pergunte o que fazer às suas poupanças. Neste artigo vamos deixar-lhe alguns pontos para a sua reflexão.

Os mercados financeiros deram um trambolhão. O pânico afetou os mercados com quedas generalizadas nas várias classes de ativos. É possível que as suas poupanças tenham também sofrido uma grande desvalorização. Neste contexto é natural que se pergunte o que fazer às suas poupanças. Neste artigo vamos deixar-lhe alguns pontos para a sua reflexão.

Não se esqueça os motivos de poupar dinheiro

O ponto prévio nesta discussão é perceber os motivos que o levam a poupar dinheiro. Poupamos para muitas coisas e cada família tem as suas prioridades, prioridades que não deverão ter sofrido assim tantas alterações com esta crise que atravessamos. Talvez seja tentado a desviar parte das poupanças para garantir a segurança financeira da sua família. Talvez precise de alguma liquidez. No entanto, se as prioridades e os motivos de poupança se mantêm, talvez não faça sentido desfazer-se já dos seus investimentos.

Antes de mobilizar as suas poupanças…

Perceba se precisa mesmo de mobilizar as suas poupanças. A tentação é grande. Podemos ter uma redução de rendimentos e queremos manter a nossa qualidade de vida. Podemos precisar de acudir a alguma emergência. Mas o facto de ter o dinheiro disponível não deve querer dizer que o deva usar de imediato. Pode optar por manter o dinheiro investido (se calhar até teve uma grande desvalorização do seu investimento) e procurar antes outros sítios para cortar custos. Se mobiliza logo o seu dinheiro vai perder o incentivo para olhar para os seus hábitos de consumo e cortar despesas desnecessárias (acredite que há bastantes).

Se não tem alternativa…

Se não existe mesmo uma alternativa então… pode levantar as suas poupanças. Como sempre temos defendido, as poupanças servem para fazer face a imprevistos e para nos dar segurança e conforto financeiro (não é por acaso que apelamos sempre e de forma continuada à criação de hábitos de poupança). No entanto, antes de levantar o dinheiro, sugerimos que defina um plano para repor as poupanças o mais rapidamente possível. Para retomar a segurança financeira.

E o meu PPR?

Temos recebido vários comentários e questões relativamente à possibilidade de resgatarmos os nossos PPR. É normal. Precisamos de dinheiro e este dinheiro está destinado a ser levantado daqui a 10 ou 20 anos. Não esquecendo o que referimos anteriormente, alertamos para uma certeza para breve. As medidas de apoio às empresas e famílias que estão a ser apresentadas irão colocar um grande peso nas contas da Segurança Social. Assim, é bem provável que dentro de uns tempos tenhamos notícias menos favoráveis quanto à nossa reforma futura. É certo que hoje é dia de resolver problemas e que teremos tempo para atacar este problema. No entanto, não assuma que não precisa desta poupança, pois irá precisar dela mais do que nunca.

Se tem dinheiro disponível no seu PPR, uma solução pode passar por solicitar ao banco que utilize esse dinheiro para liquidar prestações do seu crédito habitação. Assim não só ganha uma folga financeira, reduz o seu endividamento e evita as penalizações por levantar o dinheiro antes do tempo.

O dinheiro serve o propósito de garantir a nossa estabilidade financeira e qualidade de vida. Hoje, mais do que nunca, precisamos de nos proteger e de garantir que teremos alguma liquidez para suportar os próximos meses, que serão de grandes desafios para todos. Daí que seja fundamental que pense em alternativas para cortar custos e para aumentar as suas poupanças.

Ler mais
Recomendadas

Saiba como escolher brinquedos com segurança

Opte por brinquedos com informações, avisos de segurança e instruções de utilização em português. Aliás, é obrigatório que toda a rotulagem esteja na nossa língua.

Compras ‘online’ com cartão só com autenticação forte a partir de 31 de dezembro

Com a autenticação forte, o consumidor passará a ter de introduzir dois elementos de identificação, reforçando assim a segurança da transação.

Deco aconselha consumidores a pouparem o seu subsídio de Natal

Assim que receber o seu subsídio, defina um montante para pôr de lado e aplicar na poupança, aconselha a Deco.
Comentários