“Obrigado!”: Mário Centeno reage à eleição para melhor ministro das Finanças europeu

Na sua conta oficial do Twitter, o ministro das Finanças português e líder do Eurogrupo agradeceu a distinção atribuída pela revista “The Banker”, do jornal britânico “Financial Times”.

Cristina Bernardo

O ministro português Mário Centeno já reagiu à eleição desta quarta-feira para melhor ministro das Finanças europeu pela revista financeira “The Banker”, do jornal britânico “Financial Times“. Na sua conta oficial da rede social Twitter, o ainda presidente do Eurogrupo agradeceu a nomeação por parte da publicação internacional.

Entre os aspetos destacados pelos jurados está o facto de o ‘Ronaldo das Finanças’ ter conseguido que a maratona de negociações entre os ministros das Finanças da zona euro, iniciada em dezembro, terminasse com as “reformas mais significativas” para a moeda única desde a crise da dívida soberana.

“Foi uma escolha pouco usual (…). É o primeiro chefe do Eurogrupo do sul da Europa e o primeiro de um país resgatado durante a crise financeira. A eleição do economista português, que tem doutoramento em Harvard, foi um reconhecimento da espantosa recuperação económica de Portugal”, destaca a revista britânica.

A “The Banker” lembra ainda um dos principais desafios que Mário Centeno tem em mãos, o da união bancária, e enumera alguns dos números que saltaram à vista na economia nacional, como o facto de a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prever que o crescimento do PIB português permaneça “amplamente estável”.

“O salário mínimo e as pensões foram aumentados enquanto os impostos sobre as empresas e aqueles que têm baixos rendimentos foram reduzidos. Para aliviar a pressão sobre as finanças públicas, os gastos em infraestrutura diminuíram, mas começaram a recuperar desde 2017”, refere ainda o editorial da publicação do FT.

A revista britânica elegeu o governante português a nível europeu, mas foi o ministro da Indonésia Sri Mulyani Indrawati quem conquistou o pódio das Finanças. Premiados foram também o chileno Felipe Larrain, o israelita Moshe Kahlon e o egípcio Mohamed Maait, que, segundo a mesma, foram quem “melhor conseguiu estimular o crescimento e estabilizar a sua economia”.

Premiados de 2018:

Global and Ásia Pacifico – Sri Mulyani Indrawati (Indonésia)

Américas – Felipe Larrain(Chile)

Médio Oriente – Moshe Kahlon (Israel)

África – Mohamed Maait (Egito)

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