Obrigado, Trump. Empresas mexicanas ‘piscam o olho’ a Portugal

“Portugal está na linha da frente da oportunidade que constitui a reorientação do mercado mexicano dos Estados Unidos para a Europa”, afirma Miguel Gomes da Costa, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Mexicana

As relações entre os Estados Unidos e o México estão na ‘corda bamba’. O futuro é incerto mas o presidente dos Estados Unidos já deixou a sua posição bem clara: quer que as empresas norte-americanas deixem de produzir no México e voltem para os EUA. Donald Trump quer também que o mínimo possível de produtos “not made in the USA” seja comercializado no país.

E, por essa mesma razão, Portugal deve estar de olho bem aberto a futuros negócios com os mexicanos. O México é hoje uma das maiores economias do mundo e os investimentos portugueses no México têm crescido significativamente.

A ameaça de Trump em quebrar o NAFTA – acordo comercial que une os Estados Unidos ao México e ao Canadá – já provocou uma grande mudança no cenário mundial. O México já está a procurar uma maior diversificação das suas relações económicas. E é aqui que Portugal entra.

Os empresários e os produtos portugueses destacam-se como possíveis novos sócios estratégicos.

“Convido os empresários portugueses a manter a sua confiança no México, e a crescer em conjunto com os seus parceiros mexicanos, de tal modo que a forte relação luso-mexicana seja um instrumento real de crescimento e desenvolvimento para as nossas duas nações”, escreve em comunicado Alfredo Pérez Bravo, Embaixador do México em Portugal, numa mensagem aos empresários portugueses.

A Comissão Europeia e o Governo mexicano marcaram cimeiras para abril e junho, para relançar as relações económicas entre os dois blocos. Em julho vai haver uma missão empresarial portuguesa ao México e, em setembro, dezenas de empresas mexicanas vão visitar Portugal.

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“Foi aprovada há já algum tempo a política para a protecção de diamantes, que tem como fundamento primeiro a eliminação do monopólio da comercialização de diamantes brutos que existia no país”, explicou o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Diamantino de Azevedo.

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