OCDE mostra preocupação com “níveis alarmantes” da dívida e aumento das desigualdades causados pela pandemia

O Economic Outlook da OCDE mostra que China, Canadá, Estados Unidos, e Rússia, já têm níveis de dívida superiores aos alcançados durante a crise financeira. Para além do aumento das desigualdades a OCDE alerta também para o aumento do desemprego jovem em diversos países.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) chamou a atenção para o aumento da dívida para “níveis alarmantes”, no seu mais recente Economic Outlook, apresentado esta terça-feira.

O Economic Outlook da OCDE mostra que os níveis de dívida de países como a China, Canadá, Estados Unidos, e Rússia, já estão acima dos alcançados durante a crise financeira.

O diretor-geral da OCDE, Angel Gurria, alertou para um aumento de 20% na relação entre a dívida e a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 e 2021, resultado da combinação do aumento da dívida mas também da diminuição do PIB.

O relatório da OCDE diz ainda, que na pandemia, as firmas mais pequenas e mais jovens têm estado sob maiores índices de stress, face a empresas com maior dimensão.

A pandemia tem também trazido um aumento das desigualdades entre a população mundial, bem como um aumento nos níveis de desemprego jovem. Espanha, Itália, Turquia, Áustria, são alguns dos países que em 2019 tiveram mais desemprego jovem do que tinham em 2007.

A OCDE diz ainda que as famílias com mais baixos rendimentos ficam mais vulneráveis em cenários de aulas em casa, face aquelas que possuem maiores rendimentos.

O Economic Outlook da OCDE prevê uma quebra de 4,2% na economia mundial, em 2020, e um crescimento de 4,2% em 2021, e de 3,7% em 2022.

Para Portugal a projeção é de crescimento económico de 1,7% em 2021 e de 1,9% em 2022.

Na apresentação do Economic Outlook o diretor-geral da OCDE, Angel Gurria, disse que tem aumento o otimismo, que existe esperança, mas que “ainda não estamos fora de perigo”.

Cooperação é essencial para vencer pandemia

Gurria destacou as várias vacinas que têm sido desenvolvidas para combater o covid-19, e de se aumentar a resiliência dos sistemas de saúde.

“Vencer o vírus é a única maneira eficaz para proteger as pessoas e as economias”, disse Gurria, acrescentando que os governos devem continuar a mitigar o impacto da pandemia nas pessoas, reforçando que a cooperação entre países é essencial para atingir esse objetivo.

 

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