Oferta de transportes rodoviários na Área Metropolitana de Lisboa será reforçada até 90% a partir de 1 de julho

Medida exige mais dez milhões de euros por mês para compensar operadores privados, duplicando gastos do Orçamento do Estado com o setor dos transportes rodoviários de passageiros da Área Metropolitana de Lisboa.

A AML – Área Metropolitana de Lisboa conseguiu chegar a acordo com os diversos operadores privados de transporte rodoviário de passageiros para reforçar a oferta a partir de 1 de julho até aos 90% do que existia no período anterior à Covid-19.

Há minutos, em declarações aos jornalistas após uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa, Carlos Humberto, primeiro secretário da AML, admitiu que “o que gostaríamos de ver era um reforço até aos 100%”, mas essa medida estava dependente da inclusão de verbas na proposta de Orçamento de Estado suplementar, atualmente em discussão na Assembleia da República.

“Não temos garantia de poder pagar aos operadores. Esperamos que na discussão na especialidade do Orçamento do Estado se consiga obter verbas suplementares”, adiantou Carlos Humberto.

Para o reforço da oferta dos transportes rodoviários na área metropolitana de Lisboa até aos 90%, o primeiro secretário da AML diz que o esforço financeiro do Estado será de 10 milhões de euros por mês.

Como a AML já estava a pagar cerca de 10 milhões de euros por mês para pagar aos operadores, a verba gasta para assegurar este nível de oferta de transporte rodoviário de passageiros na área metropolitana da capital vai duplicar, passando para cerca de 20 milhões de euros mensais.

Antes de 1 de julho já poderá haver reforços pontuais de oferta, dependendo da rapidez com que os operadores consigam colocar ao serviço trabalhadores que têm estado em regime laboral de ‘lay-of’ e/ou proceder à revisão dos autocarros, que têm estado parados há várias semanas.

Carlos Humberto alertou que com o atual nível de oferta nos 60%, em média, “os níveis de procura não chegam aos 40%”, o que tem causado défices operacionais aos operadores privados de transportes, que têm sido compensados pela AML.

O primeiro secretário da AML afastou ainda a tese de que os autocarros de transportes têm sido um dos meios favoritos de contágio da Covid-19 na área metropolitana de Lisboa: “daquilo que eu conheço, essa não é a principal, nem uma das principais razões do aumento de contaminados com Covid”.

 

 

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