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Orbán admite contornar sanções dos EUA contra petrolíferas russas

A Hungria está a estudar formas de contornar as sanções impostas pelos EUA contra petrolíferas russas, alegando que tem direito a comprar energia a preços mais baixos, anunciou hoje o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.
epaselect epa12475587 A handout photo issued by the Hungarian Prime Minister’s General Department of Communication shows Hungarian Prime Minister Viktor Orban delivering a speech during a ceremony marking the 69th anniversary of the 1956 Hungarian revolution and war of independence against communist rule and the Soviet Union, in front of the Parliament building at Kossuth Square in Budapest, Hungary, 23 October 2025. EPA/AKOS KAISER / HANDOUT HANDOUT – EDITORIAL USE ONLY – NO SALES HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES
25 Outubro 2025, 01h21

A Hungria está a estudar formas de contornar as sanções impostas pelos EUA contra petrolíferas russas, alegando que tem direito a comprar energia a preços mais baixos, anunciou hoje o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

“Foram impostas sanções contra algumas empresas petrolíferas russas (…). Estamos a trabalhar em formas de as contornar”, disse Orbán durante a sua entrevista semanal na rádio pública.

O líder nacionalista acrescentou que “qualquer pessoa que queira preços mais baixos, especialmente de energia, deve defender o direito da Hungria de comprar petróleo e gás à Rússia, seja ao mesmo preço da Rússia ou mais barato”.

A Hungria, um dos Estados-membros da União Europeia (UE) mais dependentes do petróleo russo, é considerada o aliado mais próximo do Kremlin e do Presidente norte-americano, Donald Trump, dentro do bloco europeu.

A UE proibiu a importação de petróleo russo em 2022, mas concedeu isenções à Hungria e à Eslováquia, países sem acesso direto ao mar e fortemente dependentes dos hidrocarbonetos russos.

“Esta batalha ainda não terminou”, declarou Orbán, referindo-se às restrições impostas às petrolíferas Rosfnet e Lukois, bem como ao impacto nos preços da energia.

Os Estados Unidos anunciaram na quarta-feira sanções contra as petrolíferas Rosneft e Lukoil — as primeiras medidas significativas de Trump contra a Rússia desde o seu regresso à presidência —, que incluem o congelamento de todos os ativos das duas empresas em território norte-americano e a proibição de qualquer negócio com companhias dos EUA.

O novo pacote de sanções europeias – a 19.ª desde o início da invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 – prevê também a suspensão total das importações de gás natural liquefeito russo até ao final de 2026 e medidas contra a chamada “frota fantasma” de petroleiros usada por Moscovo para contornar restrições ocidentais.


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