Os mais ágeis vencem

Nestes tempos de pandemia, as firmas de auditoria e revisão de contas estão a passar pelas mesmas dificuldades e desafios que a maioria das empresas suas clientes.

Nestes tempos de pandemia, as firmas de auditoria e revisão de contas estão a passar pelas mesmas dificuldades e desafios que a maioria das empresas suas clientes. Nos últimos meses, tiveram de proteger a saúde dos seus colaboradores, aprender a trabalhar de forma remota e fazer um melhor uso da tecnologia.

À semelhança do que tem sucedido em muitos outros setores, a pandemia está a acelerar o processo de digitalização da auditoria e revisão de contas, com um papel crescente do Data & Analitics e da inteligência artificial, com o que isso implica em termos de competências necessárias para exercer a profissão. Porém, por muita importância que a tecnologia venha a assumir, a auditoria vai continuar a exigir fortes competências humanas, a começar pelo bom senso, uma virtude que nem sempre é devidamente valorizada nas organizações.

Em tempos de incerteza e crise económica como aqueles que vivemos, o bom senso e a sensatez são virtudes ainda mais relevantes, uma vez que são essenciais para que os auditores tenham a capacidade de julgamento necessária para avaliar as estimativas contabilísticas das empresas e a capacidade destas para manter a atividade.

Junte-se a estes desafios o que advém da eventual necessidade de movimentos de consolidação no setor e podemos concluir que os auditores e revisores de contas têm pela frente quase que uma tempestade perfeita. E a História demonstra que, nesses momentos, ganha quem se consegue adaptar mais depressa e não quem tem maior dimensão.

Recomendadas

Um novo rumo para o país

As crises não são apenas momentos difíceis, em que temos de fazer escolhas que preferíamos não ter de fazer.

O erro de acreditar na própria propaganda

As dificuldades a que temos assistido no controlo da pandemia mostram como é fácil cair na armadilha de acreditar na própria propaganda.

A Efacec só tinha botão para descer

A complexa rede utilizada por Isabel dos Santos para comprar a participação na Efacec, inclusive envolvendo o Estado angolano, levantava suspeitas e, no mínimo, recordava a exposição política da filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos. O perigo dessa exposição tornou-se real em dezembro, quando Angola arrestou os bens da empresária.
Comentários