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Ouro atinge novo recorde: mais de 3.500 dólares

Corte da Fed na reunião de setembro está a alimentar subidas do ouro.
2 Setembro 2025, 10h23

O ouro atingiu hoje um novo recorde: mais de 3.500 dólares, ultrapassando o máximo anterior atingido em abril. O metal precioso já subiu mais de 30% este ano.

A procura por ouro está a ser alimentada pelas expetativas de que o banco central dos EUA vai descer as taxas de juros este mês, depois de Jerome Powell ter sugerido um corte, segundo a “Bloomberg”.

Esta sexta-feira será publicado um relatório sobre a criação de empregos nos EUA que poderá dar novas pistas à Fed sobre o mercado laboral.

“Os investidores estão a comprar posições no ouro, especialmente com um corte da Fed na calha, o que está a provocar uma subida dos preços. O nosso cenário base é que o ouro vai continuar a atingir novos máximos nos próximos trimestres. Um ambiente com taxas de juro baixas, dados económicos mais suaves e a continuação da incerteza económica e riscos geopolíticos aumentam a atratividade do ouro como diversificador de portefólio”, segundo Joni Teves da UBS.

Tanto o ouro como a prata mais de dobraram o seu valor nos últimos 3 anos, com aumento do risco na geopolítica, economia e comércio global, que provocaram um aumento da procura por ativos refúgio.

Entre os últimos riscos, encontra-se o ataque de Donald Trump à Fed que coloca em causa a independência do banco e dos mercados nos EUA, assim como a imposição de tarifas aduaneiras aos parceiros comerciais.

A perspectiva de um dólar em baixa, sustentada pelas expectativas de um corte de taxas pela Fed e por algum afastamento dos investidores relativamente a ativos norte-americanos, deverá continuar a influenciar o sentimento dos mercados até ao final do ano, beneficiando o ouro devido à correlação inversa entre os dois ativos”, disse em comunicado Ricardo Evangelista da ActivTrades.

“Ao mesmo tempo, a possibilidade de paz entre a Rússia e a Ucrânia está a desvanecer-se, enquanto em Gaza não se vislumbra o fim dos combates. Esta turbulência geopolítica tende a aumentar a procura por ativos de refúgio, apoiando o metal precioso — uma dinâmica acentuada pelos receios de que a interferência política possa comprometer a independência da Reserva Federal, bem como pela incerteza em torno das tarifas comerciais”, acrescentou.

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