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Ouro bate recorde pelo segundo dia consecutivo

Prata também bateu na sessão anterior um recorde com quase 15 anos.
ouro
3 Setembro 2025, 11h09

O preço do ouro voltou a bater um máximo pelo segundo dia consecutivo: 3.546 dólares a onça. A prata também bateu um recorde na terça-feira, batendo o máximo registado em setembro de 2011.
As tensões geopolíticas, os riscos económicos e o eventual cortes de juros pela Reserva Federal norte-americana continua a alimentar o apetite dos investidores pelo metal precioso.
A Casa Branca anunciou na terça-feira que vai pedir ao Supremo Tribunal para analisar as tarifas aduaneiras depois de um tribunal federal de segunda instância ter chumbado as medidas.
“O tema das tarifas no Supremo Tribunal vai ser um teste crítico para Trump e, independentemente do resultado, o ouro providencia um balão de oxigénio para os investidores perante a turbulência de mercado”, disse à “Reuters” o analista Ross Norman.
“O corte dos juros começa a parecer certo, mas surgem questões sobre se vão haver mais cortes. As taxas mais baixas vão estimular a atividade económica nos EUA assim como enfraquecer o dólar, dando mais força ao ouro”, acrescentou.
O dólar caiu 9% desde o início do ano, tornando o ouro mais barato para compradores estrangeiros.
A Casa Branca tem pressionado a Fed para cortar nos juros. Primeiro, atacou Jerome Powell, mas sem sucesso. Agora, virou as atenções para Lisa Cook acusando-a de cometer fraude para obter um crédito à habitação.
Mais de 90% dos investidores acreditam num corte de 25 pontos base na reunião da Fed de 17 de setembro.
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