Out of Office. Startup permite reservar restaurantes e hotéis para teletrabalhar

A empresa fundada por José Luís Pinto Basto pretende revolucionar a indústria dos coworks e ser uma espécie de Airbnb para o trabalho remoto.

Estudante ou trabalhador, já se deverá ter deparado com cafés ou restaurantes que travam o uso de portáteis nas mesas, para evitar que as pessoas passem horas embrenhadas nos livros ou PDFs sem consumir. A prática poderá estar a chegar ao fim nos estabelecimentos que tenham esta prática.

Há uma nova startup portuguesa, chamada Out Of Office, que pretende revolucionar a indústria dos coworks e ser uma espécie de Airbnb para o trabalho remoto. Ou seja, permite que as pessoas aluguem um espaço de trabalho em restaurantes, bares ou hotéis em Portugal por 1,25 euros/hora.

A quem está em regime de home office dá a benesse de poder trocar o escritório ou o sofá por uma mesa no Memória (Campo de Ourique), no Sublime Beach Club (Comporta), no Sky Bar Oriente (Tivoli – Parque das Nações) ou Seen (Avenida da Liberdade). Para quem prefere opções mais saudáveis, o Basílio (Baixa) ou o Origem (Amoreiras) também estão na lista, onde figura igualmente o Hífen (Cascais) ou o La Boulangerie (Lapa).

Para as empresas, o ganho está em rentabilizar o seu estabelecimento nas horas com menor ocupação, obtendo receita adicionais sem custos extraordinários. Por exemplo, se tiverem dez lugares ocupados podem chegar a ganhar 1.600 euros/mensais.

A Out Of Office acredita que este é um negócio com futuro porque acredita que o teletrabalho veio para ficar – e fazê-lo num lugar trendy será uma tendência. “Aliás, até 2025, estima-se que 70% das pessoas estará a trabalhar remotamente pelo menos cinco dias por mês”, lembra a startup fundada por José Luís Pinto Basto.

“Muitas pessoas gostam dos benefícios que o teletrabalho traz, como o facto de não terem de perder tempo a deslocarem-se para o escritório, mas não têm as melhores condições para trabalhar em casa. E é isso que o Out of Office vem trazer: uma rede de locais de trabalho próximos, mais inspiradores e motivadores, onde cada um se pode concentrar e ser produtivo, mesmo em teletrabalho”, explica José Luís Pinto Basto.

Como funciona? Através do website, o utilizador pode reservar o espaço (com até uma semana de antecedência) para onde quer ir trabalhar, e paga apenas o tempo que lá estiver. Ao ter esse espaço reservado, garante que quando lá chega este está disponível para o tempo escolhido, sendo que depois pode sempre alargar o horário. O marketplace cobra o valor de 25% da receita obtida como fee de gestão.

José Luís Pinto Basto, de 30 anos, é filho do CEO da holding de investimentos Edge Group, José Luís Pinto Basto. O investimento inicial na empresa partiu de ambos e foi de 25 mil euros.

“A Out of Office espera conseguir ter mil utilizadores no primeiro ano de vida e, daqui a cinco anos, gerar uma receita de mais de 200 mil euros por ano, só na operação em Portugal. Por ser uma plataforma, é altamente escalável, pelo que temos como objetivo expandir para o resto da Europa muito rapidamente”, diz.

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